UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Entre as experiências de grupo na APS, destaca-se, no Brasil, a Terapia Comunitária Integrativa (TCI). Uma das vantagens dessa terapia é o fato de que ela:
TCI na APS = Espaço de escuta para qualquer sofrimento, sem necessidade de diagnóstico clínico.
A TCI é uma tecnologia leve de cuidado que foca na partilha de experiências e no fortalecimento de redes sociais, sendo aberta a todos sem rotular patologias.
A TCI é uma das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) institucionalizadas no SUS. Ela se baseia na antropologia cultural, na resiliência e na teoria da comunicação. Na APS, funciona como uma estratégia de desmedicalização do sofrimento ético-político e social, permitindo que a comunidade encontre recursos próprios para lidar com adversidades, reduzindo a sobrecarga das consultas individuais de saúde mental e fortalecendo o tecido social.
A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) é uma prática inclusiva e democrática, aberta a qualquer pessoa da comunidade que esteja vivenciando sofrimento físico ou mental, crises existenciais ou dificuldades cotidianas. Não há necessidade de um diagnóstico médico prévio ou encaminhamento formal, pois o foco não é a patologia, mas sim a partilha de experiências e o fortalecimento de vínculos solidários. É uma ferramenta poderosa de promoção da saúde e prevenção de agravos em saúde mental no contexto da Atenção Primária.
Uma sessão de TCI segue rigorosamente cinco etapas fundamentais: 1) Acolhimento (recepção e música); 2) Escolha do tema (o grupo decide qual problema será trabalhado); 3) Contextualização (quem trouxe o tema detalha a situação); 4) Problematização (o grupo compartilha experiências semelhantes, sem dar conselhos); e 5) Encerramento (avaliação e rituais de despedida). Diferente de outras terapias, na TCI o conhecimento é horizontal e a solução emerge da sabedoria coletiva do grupo.
Sim, para conduzir uma roda de TCI, o profissional de saúde ou membro da comunidade deve passar por uma formação específica de Facilitador em Terapia Comunitária Integrativa. Essa formação capacita o indivíduo a manejar a dinâmica de grupo, garantir o cumprimento das regras (não julgar, não dar conselhos, falar na primeira pessoa) e manter o ambiente seguro para a partilha. Embora seja realizada na UBS, a presença de um médico ou psicólogo não substitui a necessidade da certificação técnica no método.
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