HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Em paciente de 28 anos casada há 1 ano e meio com historia de vaginismo, a melhor ação terapêutica a ser proposta para obter resultados satisfatórios será:
Vaginismo → Terapia comportamental focada no casal é a abordagem mais eficaz.
O vaginismo é uma disfunção sexual caracterizada por contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico, dificultando ou impedindo a penetração. A terapia comportamental, muitas vezes envolvendo o casal, aborda os aspectos psicológicos e físicos, utilizando técnicas de relaxamento e dessensibilização.
O vaginismo é uma disfunção sexual feminina caracterizada por espasmos involuntários e recorrentes dos músculos do terço externo da vagina, que interferem na relação sexual ou em qualquer tentativa de penetração. Sua prevalência varia, mas afeta significativamente a qualidade de vida e a saúde sexual das mulheres e seus parceiros. É crucial reconhecer que, embora a manifestação seja física, a etiologia frequentemente envolve fatores psicológicos, emocionais e relacionais. A fisiopatologia do vaginismo não se restringe a uma causa orgânica única, mas é multifatorial, incluindo traumas prévios, educação sexual restritiva, ansiedade de desempenho, medo da dor ou da gravidez. O diagnóstico é clínico, baseado na história da paciente e no exame físico que revela a contração muscular involuntária. É fundamental diferenciar de outras causas de dispareunia, como infecções, atrofia vaginal ou endometriose. O tratamento mais eficaz e recomendado para o vaginismo é a terapia de base comportamental, frequentemente envolvendo o casal. Esta abordagem inclui educação sexual, dessensibilização progressiva com dilatadores vaginais, exercícios de relaxamento e técnicas de controle da dor. O suporte psicológico e a comunicação aberta entre os parceiros são pilares para o sucesso terapêutico, visando a superação do medo e a restauração da função sexual.
O vaginismo se manifesta principalmente como dor ou impossibilidade de penetração vaginal devido à contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico, mesmo com desejo sexual.
A terapia comportamental aborda os medos, ansiedades e padrões de pensamento negativos associados à penetração, utilizando técnicas como dessensibilização progressiva e exercícios de relaxamento, muitas vezes com a participação do parceiro.
Além da terapia comportamental, podem ser utilizados dilatadores vaginais, fisioterapia pélvica, e em casos específicos, medicamentos para ansiedade ou toxina botulínica, sempre como adjuvantes à terapia principal.
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