UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Dona Filomena, 50 anos, em tratamento para hipertensão arterial primária com enalapril 20mg/dia, chega na consulta com a sua médica de família Dra. Juliana, que após avaliação do MAPA pressórico, identifica a necessidade de incluir um segundo medicamento anti-hipertensivo. Entre as opções a seguir, qual a melhor opção de escolha para a segunda droga?
HAS: IECA + diurético tiazídico é combinação preferencial para 2ª linha.
Em pacientes com hipertensão arterial primária que não atingem o controle pressórico com monoterapia (como um IECA), a adição de um diurético tiazídico (como a clortalidona) é a combinação de primeira linha recomendada pelas diretrizes, devido à eficácia e perfil de segurança.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Seu manejo adequado é crucial para a prevenção de eventos como AVC, infarto e insuficiência renal. O tratamento inicial geralmente envolve monoterapia, mas muitos pacientes necessitam de terapia combinada para atingir as metas pressóricas. As diretrizes atuais recomendam a combinação de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) com um diurético tiazídico ou um bloqueador de canal de cálcio como primeira linha para a terapia combinada. A clortalidona, um diurético tiazídico, é frequentemente preferida devido à sua longa duração de ação e evidências de redução de eventos cardiovasculares. A escolha da segunda droga deve ser individualizada, considerando comorbidades, tolerância e custo. A monitorização da pressão arterial, seja por MAPA ou MRPA, é fundamental para guiar o tratamento e garantir o controle pressórico eficaz, minimizando os riscos associados à HAS não controlada.
A combinação de um inibidor da ECA (IECA) ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) com um diurético tiazídico, como a clortalidona, é a mais recomendada pelas diretrizes para a maioria dos pacientes.
A clortalidona tem uma meia-vida mais longa e demonstrou maior eficácia na redução de eventos cardiovasculares em alguns estudos, sendo frequentemente preferida em relação à hidroclorotiazida.
Outras classes, como bloqueadores de canais de cálcio ou betabloqueadores, são consideradas quando as combinações preferenciais não são eficazes, há contraindicações ou comorbidades específicas que justifiquem seu uso.
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