HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
De acordo com o Ministério da Saúde, os seguintes princípios devem ser adotados para melhorar os efeitos da terapia com surfactante: 1 - Estimular o uso de corticoide antenatal em gestantes de risco para parto prematuro. li - Implementar recursos suficientes de pessoal, equipamentos e laboratório para o cuidado de RN com insuficiência de múltiplos órgãos. Além disso, manter vigilância constante da qualidade do atendimento a esses pacientes. Ili - Preferir os preparados contendo surfactante endógeno de animais, exceto nas situações em que a lesão inflamatória é extensa, como na síndrome do desconforto respiratório - SDR grave, pneumonias, síndrome de aspiração meconial - SAM e na síndrome do desconforto respiratório agudo - SDRA. IV - Iniciar com dose de 10 mg/kg de fosfolípides. Caso o paciente apresente melhora da função pulmonar, manter essa dose se houver necessidade de novo tratamento. Nas situações em que há lesão inflamatória extensa (SDR grave, pneumonias, SAM e SDRA), considerar o uso de doses maiores, próximas a 15 mg/kg de fosfolípides. A necessidade de doses adicionais deve ser individualizada. Está correto o que se afirma em:
Terapia com surfactante: Corticoide antenatal + estrutura neonatal adequada são princípios essenciais.
A eficácia da terapia com surfactante em RN prematuros para SDRN é maximizada por medidas preventivas, como o uso de corticoides antenatais, e por um ambiente de cuidado neonatal de alta qualidade. A escolha do tipo de surfactante e as doses são importantes, mas o suporte geral e a prevenção são fundamentais.
A terapia com surfactante exógeno é uma intervenção fundamental no manejo da Síndrome do Desconforto Respiratório Neonatal (SDRN), uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos prematuros. As diretrizes do Ministério da Saúde enfatizam que a otimização dos efeitos do surfactante vai além da sua administração, englobando uma abordagem abrangente que inclui prevenção e qualidade do cuidado. Os princípios para melhorar a eficácia da terapia com surfactante incluem, primeiramente, a estimulação do uso de corticoide antenatal em gestantes com risco de parto prematuro, uma medida que comprovadamente acelera a maturação pulmonar fetal e reduz a gravidade da SDRN. Em segundo lugar, é crucial a implementação de recursos adequados de pessoal, equipamentos e laboratório em unidades neonatais, garantindo um cuidado de alta qualidade e vigilância constante para recém-nascidos com insuficiência de múltiplos órgãos, o que impacta diretamente o sucesso da terapia. Em relação ao surfactante em si, as diretrizes geralmente preferem preparados de origem animal devido à sua composição mais próxima do surfactante endógeno e maior eficácia, embora a questão III apresente uma ressalva incorreta. Quanto à dosagem, a dose inicial padrão é de 100 mg/kg de fosfolipídios (não 10 mg/kg como na questão IV), e doses adicionais são individualizadas. A questão IV também contém imprecisões sobre a dose inicial e a manutenção, pois a dose de 10 mg/kg é muito baixa e a dose de 15 mg/kg é uma dose inicial, não uma dose maior para lesão inflamatória extensa. Portanto, apenas as afirmações I e II estão corretas no contexto das diretrizes gerais e princípios de cuidado neonatal.
O corticoide antenatal acelera a maturação pulmonar fetal, estimulando a produção de surfactante endógeno e reduzindo a incidência e gravidade da Síndrome do Desconforto Respiratório Neonatal (SDRN) em prematuros.
Existem surfactantes de origem animal (bovino, porcino) e sintéticos. Os de origem animal contêm fosfolipídios e proteínas hidrofóbicas, sendo geralmente mais eficazes que os sintéticos puros, especialmente em casos de SDRN grave.
Doses maiores de surfactante (próximas a 15 mg/kg de fosfolipídios) podem ser consideradas em situações de lesão inflamatória pulmonar extensa, como na SDR grave, pneumonias neonatais, Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) e Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA).
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