HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2022
De acordo com o Ministério da Saúde, os seguintes princípios devem ser adotados para melhorar os efeitos da terapia com o surfactante: I- Estimular o uso de corticoide antenatal em gestantes de risco para parto prematuro; II- Implementar recursos suficientes de pessoal, equipamentos e laboratório para o cuidado de RN com insuficiência de múltiplos órgãos. Além disso, manter vigilância constante da qualidade do atendimento a esses pacientes; III- Preferir os preparados contendo surfactante endógeno de animais, exceto nas situações em que a lesão inflamatória é extensa, como na síndrome do desconforto respiratório - SDR grave, pneumonias, síndrome de aspiração meconial - SAM e na síndrome do desconforto respiratório agudo – SDRA; IV- Iniciar com dose de 10 mg/kg de fosfolípides. Caso o paciente apresente melhora da função pulmonar, manter essa dose se houver necessidade de novo tratamento. Nas situações em que há lesão inflamatória extensa (SDR grave, pneumonias, SAM e SDRA), considerar o uso de doses maiores, próximas a 15 mg/kg de fosfolípides. A necessidade de doses adicionais deve ser individualizada. Dos itens acima:
Melhorar terapia surfactante: Corticoide antenatal + estrutura neonatal adequada.
A eficácia da terapia com surfactante para Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) em RN é otimizada pela prevenção (corticoide antenatal) e por uma estrutura de cuidado neonatal robusta, que inclui pessoal treinado, equipamentos e monitoramento de qualidade.
A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) é uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos prematuros, decorrente da deficiência de surfactante pulmonar. A terapia com surfactante exógeno revolucionou o manejo da SDR, mas sua eficácia é maximizada quando integrada a um conjunto de práticas clínicas e estruturais. Os princípios para otimizar os efeitos da terapia com surfactante incluem, primeiramente, a prevenção através do uso de corticoide antenatal em gestantes com risco de parto prematuro, que acelera a maturação pulmonar fetal. Em segundo lugar, é fundamental a existência de uma estrutura de cuidado neonatal robusta, com equipe qualificada, equipamentos adequados e vigilância constante da qualidade do atendimento, especialmente para RNs com insuficiência de múltiplos órgãos. Embora a escolha do tipo de surfactante (preferencialmente de origem animal) e a dosagem (geralmente 100 mg/kg de fosfolipídios, com doses adicionais individualizadas) sejam importantes, esses fatores devem ser considerados dentro de um contexto mais amplo de cuidado integral ao prematuro, que inclui ventilação mecânica adequada e suporte geral.
O corticoide antenatal, administrado a gestantes com risco de parto prematuro, estimula a maturação pulmonar fetal, aumentando a produção de surfactante endógeno e reduzindo significativamente a incidência e gravidade da SDR.
Além da terapia com surfactante, são cruciais uma estrutura de cuidado neonatal adequada, com pessoal treinado, equipamentos de ventilação e monitoramento, e a manutenção da qualidade do atendimento para o manejo de insuficiência de múltiplos órgãos.
Geralmente, prefere-se surfactantes de origem animal devido à sua composição mais próxima do surfactante endógeno. A dose inicial comum é de 100 mg/kg de fosfolipídios, com doses adicionais individualizadas conforme a resposta clínica e a gravidade da SDR.
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