SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
A terapia com iodo radioativo (I-131) é o tratamento mais antigo para hipertireoidismo, sendo utilizado em pacientes idosos e em pessoas com Doença de Graves. O principal risco desse tipo de terapia é:
O principal risco da terapia com iodo radioativo (I-131) para hipertireoidismo é o desenvolvimento de hipotireoidismo.
A terapia com iodo radioativo (I-131) é um tratamento eficaz para o hipertireoidismo, especialmente na Doença de Graves. No entanto, o principal e mais comum efeito colateral a longo prazo é o desenvolvimento de hipotireoidismo, que pode ocorrer meses ou anos após o tratamento, exigindo reposição hormonal vitalícia.
A terapia com iodo radioativo (I-131) é um pilar no tratamento do hipertireoidismo, especialmente em pacientes com Doença de Graves, bócio multinodular tóxico e adenoma tóxico. Seu mecanismo de ação baseia-se na captação seletiva do iodo pelas células tireoidianas, onde a radiação beta emitida destrói o tecido glandular hiperfuncionante, levando à redução da produção de hormônios tireoidianos. É uma opção atraente para pacientes que não respondem a medicamentos antitireoidianos, têm contraindicações cirúrgicas ou preferem uma solução definitiva. O principal e mais comum efeito adverso a longo prazo da terapia com I-131 é o desenvolvimento de hipotireoidismo. Embora o objetivo seja normalizar a função tireoidiana, a destruição do tecido glandular é muitas vezes excessiva e progressiva, resultando em hipotireoidismo permanente em uma grande porcentagem dos pacientes, que pode se manifestar meses ou até anos após o tratamento. Este é um desfecho esperado e manejável, que requer reposição hormonal com levotiroxina por toda a vida. Outros riscos, como o de câncer de tireoide ou outras neoplasias, têm sido extensivamente estudados e, em geral, não mostram um aumento significativo após doses terapêuticas de I-131 para hipertireoidismo. Complicações agudas são raras, mas podem incluir tireoidite por radiação (dor e inchaço no pescoço), piora transitória do hipertireoidismo e, em casos raros, oftalmopatia de Graves. O acompanhamento pós-tratamento é essencial para monitorar a função tireoidiana e ajustar a dose de levotiroxina, garantindo o bem-estar do paciente.
O iodo radioativo (I-131) é captado pelas células tireoidianas e emite radiação beta, que destrói seletivamente o tecido tireoidiano hiperfuncionante. O objetivo é reduzir a produção hormonal, mas a destruição tecidual é progressiva e muitas vezes excede o necessário, resultando em hipotireoidismo permanente, que é uma consequência esperada e manejável do tratamento.
Pacientes com Doença de Graves, bócio multinodular tóxico ou adenoma tóxico são candidatos. É frequentemente indicado para pacientes idosos, aqueles com comorbidades que contraindicam cirurgia, ou que não toleram ou falham ao tratamento com drogas antitireoidianas. É contraindicado em gestantes e lactantes.
O hipotireoidismo que se desenvolve após a terapia com I-131 é manejado com a reposição hormonal de levotiroxina. A dose é ajustada individualmente para manter os níveis de TSH dentro da faixa normal, e o paciente necessitará de acompanhamento e reposição hormonal por toda a vida.
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