PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Um homem de 55 anos, previamente saudável, procura a UBS com queixa de insônia há 7 meses, com dificuldade para iniciar e manter o sono, em pelo menos quatro noites por semana. Refere fadiga diurna e queda no desempenho no trabalho. Tentou uso de melatonina e valeriana, com benefício mínimo. Eventualmente utilizou zolpidem, mas tem receio de dependência. O exame físico é normal e não há sinais de depressão grave. O médico deseja seguir as recomendações mais atuais para manejo da insônia crônica. Qual a conduta mais adequada neste caso?
Insônia crônica → TCC-I = tratamento de primeira linha; hipnóticos aprovados podem ser considerados em curto prazo.
A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) é a abordagem de primeira linha recomendada para insônia crônica, devido à sua eficácia sustentada e baixo risco de efeitos adversos. Medicamentos hipnóticos podem ser usados em curto prazo como adjuvantes, mas não substituem a TCC-I.
A insônia crônica é um distúrbio do sono prevalente que afeta significativamente a qualidade de vida e o desempenho diurno dos indivíduos. O manejo eficaz exige uma abordagem multifacetada, com a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) sendo amplamente reconhecida como o padrão-ouro. A TCC-I aborda os fatores cognitivos e comportamentais que perpetuam a insônia, oferecendo estratégias duradouras para melhorar o sono. Embora medicamentos como o zolpidem possam proporcionar alívio sintomático em curto prazo, seu uso contínuo é desaconselhado devido ao risco de dependência, tolerância e efeitos adversos. Outras opções como melatonina e valeriana possuem evidências limitadas para insônia crônica em comparação com a TCC-I. Antidepressivos sedativos ou antipsicóticos não são tratamentos de primeira linha e devem ser usados com cautela, considerando seus perfis de efeitos colaterais.
A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) é o tratamento de primeira linha recomendado para insônia crônica, devido à sua eficácia e segurança a longo prazo.
Medicamentos hipnóticos podem ser considerados para uso em curto prazo como adjuvantes no tratamento da insônia crônica, especialmente no início da TCC-I, mas não devem ser a única ou principal terapia.
O uso prolongado de zolpidem e outros hipnóticos pode levar a dependência, tolerância, efeitos adversos e não aborda as causas subjacentes da insônia, por isso é preferível o uso em curto prazo.
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