HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Benedito, 65 anos, aposentado, ficou viúvo há 3 meses, vem à Unidade Básica de Saúde solicitar medicação para dormir, porque há mais de 1 mês tem sentido uma grande dificuldade para adormecer, ficando várias horas na cama acordado e permanecendo muito cansado durante o dia. Nega quadro prévio de alteração do sono ou problema com roncos. Conta que seu pai tinha crises de insônia e usava Rivotril. No manejo da insônia no caso de Benedito, é recomendado
Insônia crônica em idosos → TCC-I é primeira linha; evitar benzodiazepínicos devido a riscos de quedas e confusão.
Em idosos, a insônia é comum e multifatorial. A TCC-I é o tratamento de escolha por ser eficaz e segura, evitando os efeitos adversos de hipnóticos, como sedação excessiva, quedas e prejuízo cognitivo, que são particularmente perigosos nessa população.
A insônia é um distúrbio do sono prevalente, especialmente em idosos, e pode ser exacerbada por fatores como luto, comorbidades e uso de medicamentos. É crucial abordar a insônia de forma abrangente, considerando tanto fatores primários quanto secundários. A avaliação deve incluir histórico detalhado do sono, hábitos de vida e rastreamento de transtornos psiquiátricos como depressão. A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) é reconhecida como o tratamento de primeira linha para insônia crônica, independentemente da idade. Ela aborda componentes cognitivos (crenças disfuncionais sobre o sono) e comportamentais (hábitos que perpetuam a insônia), incluindo controle de estímulos, restrição do sono, higiene do sono e relaxamento. Sua eficácia é duradoura e superior à de fármacos a longo prazo. O uso de indutores do sono, como benzodiazepínicos e "Z-drugs" (zolpidem, zopiclona), deve ser evitado ou usado com extrema cautela em idosos. Esses medicamentos estão associados a riscos aumentados de quedas, fraturas, confusão mental, prejuízo cognitivo, dependência e síndrome de abstinência, impactando negativamente a qualidade de vida e a segurança do paciente geriátrico.
A primeira linha de tratamento para insônia crônica em idosos é a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), devido à sua eficácia duradoura e perfil de segurança superior aos medicamentos.
Benzodiazepínicos e "Z-drugs" são usados com cautela em idosos devido ao risco aumentado de quedas, fraturas, confusão mental, prejuízo cognitivo, dependência e síndrome de abstinência.
A TCC-I inclui técnicas como controle de estímulos, restrição do sono, higiene do sono, terapia de relaxamento e reestruturação cognitiva para abordar pensamentos e comportamentos disfuncionais relacionados ao sono.
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