HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Paciente masculino, 65 anos, com diagnóstico de síndrome coronariana crônica (SCC) há 5 anos, apresenta angina estável controlada com uso de betabloqueadores e nitratos. Histórico de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, ambas controladas com medicação. Nega diabetes mellitus e insuficiência renal. Não apresenta histórico de eventos tromboembólicos ou sangramentos. Atualmente, faz uso de ácido acetilsalicílico (AAS) 100 mg/dia como terapia antitrombótica. Com base nas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2024 para o manejo de síndromes coronarianas crônicas, qual das seguintes abordagens terapêuticas possui melhor nível de evidência no contexto de terapia antitrombótica para este paciente?
SCC estável sem eventos recentes → AAS 100 mg/dia monoterapia é padrão ouro.
Em pacientes com SCC estável, sem eventos isquêmicos recentes ou alto risco trombótico, a monoterapia com AAS é a base da terapia antitrombótica. A adição de outros agentes é reservada para cenários de maior risco ou após eventos agudos.
A Síndrome Coronariana Crônica (SCC) é uma condição prevalente que afeta milhões de pessoas globalmente, caracterizada pela presença de doença arterial coronariana estável. Seu manejo visa aliviar sintomas, melhorar a qualidade de vida e, crucialmente, prevenir eventos cardiovasculares adversos futuros, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. A compreensão das diretrizes atuais é fundamental para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. A fisiopatologia da SCC envolve a aterosclerose coronariana progressiva, levando à estenose das artérias e comprometimento do fluxo sanguíneo miocárdico, manifestando-se como angina estável. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exames complementares como teste ergométrico, cintilografia miocárdica ou angiotomografia coronariana. A suspeita deve surgir em pacientes com dor torácica típica, fatores de risco cardiovascular e idade avançada. O tratamento da SCC é multifacetado, incluindo modificações no estilo de vida, controle rigoroso dos fatores de risco (hipertensão, dislipidemia, diabetes) e terapia medicamentosa. A terapia antitrombótica é um pilar, com o ácido acetilsalicílico (AAS) sendo o agente de escolha para a prevenção secundária na maioria dos pacientes com SCC estável, devido ao seu perfil de eficácia e segurança. A intensificação da terapia antitrombótica, como a adição de um segundo antiplaquetário ou um anticoagulante oral em baixa dose, é reservada para pacientes selecionados com alto risco isquêmico e baixo risco de sangramento, geralmente após eventos agudos ou procedimentos específicos, conforme as diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2024.
A monoterapia com AAS é indicada para prevenção secundária de eventos cardiovasculares em pacientes com SCC estável, sem eventos isquêmicos recentes ou alto risco trombótico que justifique terapia mais intensiva.
A DAPT é recomendada em pacientes com SCC após um evento coronariano agudo recente (SCA) ou após intervenção coronariana percutânea (ICP), por um período limitado, para reduzir o risco de eventos isquêmicos recorrentes.
Uma terapia antitrombótica mais intensiva, como DAPT ou adição de anticoagulantes orais, em pacientes com SCC estável sem indicação clara, aumenta significativamente o risco de sangramentos maiores, superando o benefício isquêmico.
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