HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Paciente de 54 anos portador de doença arterial periférica com claudicação intermitente, de diabetes , tabagista ativo com carga tabágica de 40 anos-maço e com placa de 70% em carótidas em um doppler realizado há 2 anos procura consulta médica para orientações. Nesse momento está em uso de AAS 100mg, Rivaroxabana 2,5mg a cada 12 horas, Metformina 1g a cada 12 horas, Rosuvastatina 40mg, Enalapril 20mg a cada 12 horas. Eletrocardiograma em ritmo sinusal e ecocardiograma com fração de ejeção de 45%.Sobre a terapia antirombótica do paciente, assinale a alternativa CORRETA
DAP + alto risco CV → AAS + Rivaroxabana 2,5mg BID = redução eventos isquêmicos.
Em pacientes com doença arterial periférica sintomática e alto risco cardiovascular (como DM, tabagismo, doença carotídea), a combinação de AAS 100mg com Rivaroxabana 2,5mg duas vezes ao dia demonstrou reduzir eventos cardiovasculares adversos maiores e eventos isquêmicos de membros, superando a monoterapia com AAS.
A doença arterial periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, caracterizada por estenose ou oclusão das artérias dos membros inferiores, levando a sintomas como claudicação intermitente. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de fatores de risco como diabetes mellitus, tabagismo, dislipidemia e hipertensão. A DAP é um marcador de alto risco para eventos cardiovasculares maiores, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte cardiovascular. O manejo da DAP envolve controle rigoroso dos fatores de risco, terapia antiplaquetária e, em casos selecionados, revascularização. A terapia antitrombótica é fundamental para prevenir eventos isquêmicos. Estudos como o COMPASS demonstraram que a combinação de AAS 100mg com uma dose baixa de Rivaroxabana (2,5mg duas vezes ao dia) é superior à monoterapia com AAS na redução de eventos cardiovasculares e de membros em pacientes com DAP ou doença coronariana estável de alto risco, embora com um pequeno aumento no risco de sangramento. Para residentes, é crucial entender que a dose de Rivaroxabana de 2,5mg BID é uma dose "vascular" específica para prevenção secundária em pacientes com doença aterosclerótica estável de alto risco, e não deve ser confundida com as doses mais altas usadas para tratamento de trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar (TEP) ou fibrilação atrial (FA). A manutenção do esquema terapêutico atual do paciente, que inclui AAS e Rivaroxabana 2,5mg BID, está alinhada com as diretrizes atuais para pacientes com DAP e múltiplos fatores de risco.
A terapia antitrombótica dupla com AAS e Rivaroxabana 2,5mg duas vezes ao dia é indicada para pacientes com doença arterial periférica sintomática e alto risco cardiovascular, visando reduzir eventos isquêmicos maiores.
A dose de Rivaroxabana para pacientes com doença arterial periférica, em combinação com AAS, é de 2,5mg duas vezes ao dia. Esta é uma dose vascular específica, diferente das doses para TVP/TEP ou FA.
A combinação de AAS e Rivaroxabana em dose vascular demonstrou reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE) e eventos isquêmicos de membros (MALE) em pacientes com DAP de alto risco.
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