UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Paciente de 55 anos retornou à UBS com os resultados dos exames solicitados na consulta anterior. O teste para HIV foi positivo. Encontrava-se assintomática, apresentava contagem de leucócitos normal, não havia perdido peso e não se sentia doente. Acerca das orientações iniciais fornecidas na UBS sobre a terapia antirretroviral (TARV) e sobre a disponibilidade de cuidado integral às pessoas que vivem com HIV, considere as assertivas abaixo. I - Instituição precoce da TARV reduz o risco de tuberculose, a principal causa de mortalidade por HIV. II - A vacinação contra pneumococo (vacina 23-valente) está indicada em esquema de 2 doses com intervalo de 5 anos, independentemente da idade. III - Mesmo em situações de alto risco, tais como coinfecção por HCV e HBV, e em pacientes com sintomas de AIDS, a TARV não deve ser iniciada sem a contagem de CD4. Quais são corretas?
HIV assintomático: TARV precoce reduz risco de TB; Vacina pneumocócica 23-valente em 2 doses (intervalo 5 anos) é indicada.
A instituição precoce da TARV é recomendada para todos os pacientes com HIV, independentemente da contagem de CD4, pois reduz o risco de eventos oportunistas como a tuberculose. A vacinação contra pneumococo (23-valente) é indicada em esquema de 2 doses com intervalo de 5 anos para pessoas vivendo com HIV, reforçando a proteção contra infecções.
O manejo do paciente com HIV tem evoluído significativamente, com foco na instituição precoce da Terapia Antirretroviral (TARV). As diretrizes atuais recomendam o início da TARV para todos os indivíduos diagnosticados com HIV, independentemente da contagem de CD4 ou da presença de sintomas. Essa abordagem "treat all" visa não apenas melhorar o prognóstico individual, reduzindo a morbimortalidade por eventos oportunistas como a tuberculose, mas também diminuir a transmissão do vírus na comunidade. Além da TARV, a profilaxia de infecções oportunistas é um pilar fundamental no cuidado do paciente com HIV. A vacinação é uma estratégia importante, e a vacina pneumocócica 23-valente é fortemente indicada. O esquema recomendado para pessoas vivendo com HIV consiste em duas doses, com um intervalo de 5 anos entre elas, independentemente da idade, para conferir proteção contra doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae. É um erro comum pensar que a TARV deve ser postergada em pacientes assintomáticos ou com alta contagem de CD4. A evidência científica demonstra que o início precoce da TARV traz benefícios substanciais, tanto para a saúde individual quanto para a saúde pública. Residentes devem estar atualizados com essas recomendações para oferecer o melhor cuidado aos seus pacientes.
A TARV precoce é fundamental para todos os pacientes com HIV, pois melhora o prognóstico individual, reduzindo a morbimortalidade por infecções oportunistas como a tuberculose, e diminui a transmissão do vírus na comunidade.
Para pessoas vivendo com HIV, a vacinação contra pneumococo (vacina 23-valente) é indicada em esquema de 2 doses, com um intervalo de 5 anos entre elas, independentemente da idade, para conferir proteção adequada.
Não, a contagem de CD4 não é mais um pré-requisito para iniciar a TARV. As diretrizes atuais recomendam o início da terapia antirretroviral para todos os indivíduos diagnosticados com HIV, independentemente da contagem de CD4.
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