TARV Inicial HIV: Esquema Preferencial e Diretrizes Atuais

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino, de 36 anos de idade, que compareceu no SAE do município de residência, onde realizou os testes rápidos para Hepatite B, Hepatite C, HIV e Sífilis. O teste de triagem para HIV resultou reagente, imediatamente, foi realizado um segundo teste confirmatório (Biomanguinhos) que, também, resultou reagente. Ele encontra-se assintomático. Como parte da abordagem inicial foram indicados exames laboratoriais e outros, como a Contagem de linfócitos T CD4+ e a Carga viral, segundo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o manejo da infecção pelo HIV, em adultos 2018, do Ministério da Saúde. A terapia antirretroviral lhe foi oferecida, no mesmo dia, do diagnóstico. Na semana seguinte, recebemos os resultados e a contagem de linfócitos T CD4+ foi de 682 células/mm³ e a carga viral foi de 2.524 cópias/mL. Assinale a alternativa CORRETA que apresente esquema antirretroviral inicial, indicado ao paciente.

Alternativas

  1. A) Combinação de três antirretrovirais, sendo dois inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleotídeos/nucleosídeos, associados a um inibidor de transcriptase reversa não análogo de nucleotídeos/nucleosídeos. O esquema de primeira linha deve ser: comprimidos 2 em 1 de Tenofovir 300 mg + Lamivudina 300 mg, tomado 1 comprimido coformulado ao dia e associado a um comprimido de 200 mg de Nevirapina, de 12 em 12 horas, Via Oral.
  2. B) Combinação de três antirretrovirais, sendo dois inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleotídeos/nucleosídeos, associados a um inibidor de protease. O esquema de primeira linha deve ser monoterapia de Tenofovir 1 comprimido de 300 mg/dia, Lamivudina 2 comprimidos de 150 mg/dia, Lopinavir/Ritonavir (200 mg/50 mg) 4 comprimidos por dia (2 comprimidos de 12 em 12 horas), via oral.
  3. C) Combinação de três antirretrovirais, sendo dois inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleotídeos/nucleosídeos, associados a um inibidor de protease. O esquema de primeira linha deve ser monoterapia de Zidovudina 1 comprimido de 300 mg de 12 em 12 horas, Lamivudina 2 comprimidos de 150 mg/dia, Lopinavir/Ritonavir (200 mg/50 mg), 4 comprimidos por dia (2 comprimidos de 12 em 12 horas), via oral.
  4. D) Combinação de três antirretrovirais, sendo dois inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleotídeos/nucleosídeos, associados a um inibidor de integrase. O esquema de primeira linha deve ser comprimido 2 em 1 de Tenofovir 300 mg + Lamivudina 300 mg (1 comprimido ao dia), via oral, associado a Dolutegravir 50 mg (1 comprimido ao dia), via oral.
  5. E) A combinação de três antirretrovirais, sendo dois inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleotídeos/nucleosídeos associados a um inibidor de transcriptase reversa não análogo de nucleotídeos/nucleosídeos. O esquema de primeira linha deve ser: comprimidos 2 em 1 de Tenofovir 300 mg + Lamivudina 300 mg (1 comprimido da combinação ao dia), associado a um comprimido de Efavirenz 600 mg/dia.

Pérola Clínica

O esquema TARV inicial preferencial no Brasil (PCDT 2018) é Tenofovir + Lamivudina + Dolutegravir.

Resumo-Chave

O PCDT 2018 do Ministério da Saúde estabeleceu o esquema com Dolutegravir como primeira linha devido à sua alta potência, boa tolerabilidade e baixa toxicidade, representando um avanço significativo no tratamento do HIV.

Contexto Educacional

O manejo da infecção pelo HIV evoluiu significativamente com a terapia antirretroviral (TARV), transformando a doença de uma condição fatal em uma doença crônica controlável. O início precoce da TARV, independentemente da contagem de CD4, é uma recomendação atual para melhorar a qualidade de vida do paciente, prevenir a progressão da doença e reduzir a transmissão. A escolha do esquema inicial é crucial e baseia-se em diretrizes nacionais e internacionais. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o manejo da infecção pelo HIV em adultos, do Ministério da Saúde, é a referência para o Brasil. A edição de 2018 trouxe uma importante atualização, estabelecendo o Dolutegravir como componente preferencial nos esquemas de primeira linha. Essa mudança reflete a busca por regimes mais eficazes, com menos efeitos adversos e maior adesão. O esquema de primeira linha preferencial consiste em uma combinação de três antirretrovirais: Tenofovir (TDF) e Lamivudina (3TC), que são inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos, e Dolutegravir (DTG), um inibidor de integrase. Essa combinação oferece alta potência, boa tolerabilidade e conveniência posológica, sendo administrada em comprimidos coformulados para simplificar o tratamento e otimizar a adesão do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a composição do esquema antirretroviral inicial preferencial para HIV em adultos?

O esquema inicial preferencial, segundo o PCDT 2018, é uma combinação de três antirretrovirais: dois inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (Tenofovir e Lamivudina) e um inibidor de integrase (Dolutegravir).

Por que o Dolutegravir é preferido nos esquemas de primeira linha?

O Dolutegravir é preferido devido à sua alta potência antiviral, rápido início de ação, excelente perfil de segurança e tolerabilidade, e menor potencial de interações medicamentosas em comparação com outras classes.

Qual a importância da contagem de CD4 e carga viral no manejo inicial do HIV?

A contagem de linfócitos T CD4+ indica o grau de imunossupressão e o risco de infecções oportunistas, enquanto a carga viral mede a quantidade de HIV no sangue, sendo um marcador da replicação viral e da resposta ao tratamento. Ambos são cruciais para monitoramento.

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