UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Paciente masculino, de 36 anos de idade, que compareceu no SAE do município de residência, onde realizou os testes rápidos para Hepatite B, Hepatite C, HIV e Sífilis. O teste de triagem para HIV resultou reagente, imediatamente, foi realizado um segundo teste confirmatório (Biomanguinhos) que, também, resultou reagente. Ele encontra-se assintomático. Como parte da abordagem inicial foram indicados exames laboratoriais e outros, como a Contagem de linfócitos T CD4+ e a Carga viral, segundo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o manejo da infecção pelo HIV, em adultos 2018, do Ministério da Saúde. A terapia antirretroviral lhe foi oferecida, no mesmo dia, do diagnóstico. Na semana seguinte, recebemos os resultados e a contagem de linfócitos T CD4+ foi de 682 células/mm³ e a carga viral foi de 2.524 cópias/mL. Assinale a alternativa CORRETA que apresente esquema antirretroviral inicial, indicado ao paciente.
O esquema TARV inicial preferencial no Brasil (PCDT 2018) é Tenofovir + Lamivudina + Dolutegravir.
O PCDT 2018 do Ministério da Saúde estabeleceu o esquema com Dolutegravir como primeira linha devido à sua alta potência, boa tolerabilidade e baixa toxicidade, representando um avanço significativo no tratamento do HIV.
O manejo da infecção pelo HIV evoluiu significativamente com a terapia antirretroviral (TARV), transformando a doença de uma condição fatal em uma doença crônica controlável. O início precoce da TARV, independentemente da contagem de CD4, é uma recomendação atual para melhorar a qualidade de vida do paciente, prevenir a progressão da doença e reduzir a transmissão. A escolha do esquema inicial é crucial e baseia-se em diretrizes nacionais e internacionais. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o manejo da infecção pelo HIV em adultos, do Ministério da Saúde, é a referência para o Brasil. A edição de 2018 trouxe uma importante atualização, estabelecendo o Dolutegravir como componente preferencial nos esquemas de primeira linha. Essa mudança reflete a busca por regimes mais eficazes, com menos efeitos adversos e maior adesão. O esquema de primeira linha preferencial consiste em uma combinação de três antirretrovirais: Tenofovir (TDF) e Lamivudina (3TC), que são inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos, e Dolutegravir (DTG), um inibidor de integrase. Essa combinação oferece alta potência, boa tolerabilidade e conveniência posológica, sendo administrada em comprimidos coformulados para simplificar o tratamento e otimizar a adesão do paciente.
O esquema inicial preferencial, segundo o PCDT 2018, é uma combinação de três antirretrovirais: dois inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (Tenofovir e Lamivudina) e um inibidor de integrase (Dolutegravir).
O Dolutegravir é preferido devido à sua alta potência antiviral, rápido início de ação, excelente perfil de segurança e tolerabilidade, e menor potencial de interações medicamentosas em comparação com outras classes.
A contagem de linfócitos T CD4+ indica o grau de imunossupressão e o risco de infecções oportunistas, enquanto a carga viral mede a quantidade de HIV no sangue, sendo um marcador da replicação viral e da resposta ao tratamento. Ambos são cruciais para monitoramento.
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