UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Paciente masculino, de 59 anos, tabagista, com hipertensão arterial e dislipidemia (risco cardiovascular em 10 anos de 25%, calculado pelo escore de Framingham), apresentou por ocasião da consulta resultado de exame anti-HIV reagente. Negou infecções oportunistas ou qualquer sintoma constitucional. Qual a conduta mais adequada no momento?
Diagnóstico de HIV → iniciar TARV imediatamente, independente de CD4/carga viral.
As diretrizes atuais recomendam o início da Terapia Antirretroviral (TARV) para todos os pacientes com diagnóstico de HIV, independentemente da contagem de CD4 ou carga viral, visando benefícios individuais (redução de morbimortalidade) e de saúde pública (prevenção de transmissão).
O manejo da infecção pelo HIV tem evoluído significativamente, e uma das mudanças mais impactantes foi a recomendação de iniciar a Terapia Antirretroviral (TARV) para todos os indivíduos diagnosticados, independentemente da contagem de CD4 ou da carga viral. Essa abordagem, conhecida como 'Treat All' (Tratar Todos), é baseada em evidências robustas que demonstram benefícios tanto para o indivíduo quanto para a saúde pública. Para o paciente, o início precoce da TARV leva a uma melhor preservação da função imunológica, redução da incidência de infecções oportunistas e de doenças não-AIDS, como cardiovasculares, renais e neurológicas. Além disso, a supressão viral eficaz (carga viral indetectável) impede a transmissão sexual do HIV, um conceito conhecido como 'Indetectável = Intransmissível' (I=I), o que tem um impacto epidemiológico enorme. Embora alguns antirretrovirais possam ter efeitos metabólicos que influenciam o risco cardiovascular, os benefícios do controle viral superam esses riscos. O manejo desses pacientes deve ser holístico, incluindo o controle rigoroso de comorbidades como hipertensão e dislipidemia, cessação do tabagismo e escolha de regimes de TARV que minimizem efeitos adversos, sempre com o objetivo de otimizar a saúde geral e a qualidade de vida.
As diretrizes atuais recomendam o início da TARV para todos os pacientes com diagnóstico de HIV, independentemente da contagem de CD4 ou carga viral. O tratamento precoce melhora o prognóstico individual e reduz a transmissão do vírus.
O início precoce da TARV reduz a replicação viral, preserva a função imunológica, diminui o risco de infecções oportunistas e de doenças não-AIDS (como cardiovasculares e renais). Além disso, o tratamento eficaz torna o paciente indetectável e intransmissível (I=I).
Pacientes com HIV, especialmente os tabagistas e com dislipidemia/hipertensão, têm maior risco cardiovascular. A TARV, embora essencial, pode ter interações. O manejo inclui otimização dos fatores de risco tradicionais, escolha de antirretrovirais com menor impacto metabólico e monitoramento regular.
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