Tratamento do HIV Pediátrico: Início da TARV e Genotipagem

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menino, 3a, apresenta quadro de linfonodomegalia cervical, sem febre ou sinais constitucionais. Eutrófico. Na investigação etiológica, é diagnosticada infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), por transmissão vertical, inicialmente com teste sorológico (imunoensaio reagente) e confirmada por teste molecular (carga viral por PCR-RNA = 20.340 cópias/mL, log 4,31). O paciente é encaminhado para seguimento especializado em serviço de referência. Realiza-se classificação clínica e imunológica, sendo definida categoria clínica A (apenas um sintoma leve = linfonodomegaliA) e categoria imunológica 1 (ausência de imunossupressão). A abordagem terapêutica é:

Alternativas

  1. A) Pela necessidade de equilibrar os riscos de efeitos adversos x benefício, o paciente deve ser acompanhado trimestralmente e a terapia antirretroviral deve ser iniciada se a carga viral for superior a 100.000 cópias/mL (log 5,0), em duas amostras com 60 dias de intervalo.
  2. B) Pela necessidade de equilibrar os riscos de efeitos adversos x benefício, o paciente deve ser acompanhado trimestralmente e a terapia antirretroviral deve ser iniciada a partir da categoria clínica B e/ou da categoria imunológica 2.
  3. C) Devido aos comprovados benefícios em longo prazo, deve ser iniciada terapia antirretroviral assim que o diagnóstico for confirmado, sem a necessidade de coleta de genotipagem do HIV, devido à baixa taxa de resistência primária do HIV na população brasileira.
  4. D) Devido aos comprovados benefícios a longo prazo, deve ser iniciada terapia antirretroviral assim que o diagnóstico for confirmado, sempre precedida pela coleta de genotipagem do HIV.

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