TARV Pediátrica: Escolha de ITRN em Crianças com HIV

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025

Enunciado

A Terapia Antirretroviral (TARV) em crianças vivendo com HIV deve ser cuidadosamente planejada para garantir eficacia, adesão e minimizar os efeitos adversos. No contexto da escolha dos inibidores da transcriptase reversa de nucleosídeos (ITRN), assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) O tenofovir não é recomendado para todas as faixas etárias, sendo indicado apenas para crianças com peso ≥ 35 kg devido ao risco de toxicidade óssea e renal.
  2. B) A associação de zidovudina com lamivudina (AZT + 3TC) é uma das combinações preferenciais, devido a sua eficácia e segurança.
  3. C) Embora o abacavir esteja associado a reações de hipersensibilidade, seu uso pode ser seguro e eficaz quando realizado o teste genético HLA-B5701, que identifica indivíduos de risco.
  4. D) Apesar da zidovudina ser amplamente utilizada, eventos adversos como anemia devem ser monitorados e, se necessário, o esquema terapêutico deve ser ajustado para evitar toxicidade hematológica significativa.
  5. E) Todas as alternativas anteriores estão corretas.

Pérola Clínica

TARV pediátrica ITRN: Tenofovir >35kg (óssea/renal), AZT+3TC eficaz/seguro, Abacavir c/ HLA-B5701, AZT monitorar anemia.

Resumo-Chave

A TARV pediátrica com ITRN exige considerações específicas: Tenofovir é restrito a crianças com peso ≥ 35 kg devido a riscos ósseos e renais; a combinação AZT+3TC é preferencial por eficácia e segurança; o Abacavir requer teste HLA-B5701 para evitar hipersensibilidade; e a Zidovudina necessita monitoramento para anemia.

Contexto Educacional

A Terapia Antirretroviral (TARV) em crianças vivendo com HIV é um pilar fundamental para o controle da infecção, visando suprimir a replicação viral, restaurar a função imunológica e melhorar a qualidade de vida. O planejamento da TARV pediátrica é complexo, exigindo a consideração de fatores como peso, idade, formulações disponíveis, adesão e o perfil de segurança dos medicamentos, especialmente os inibidores da transcriptase reversa de nucleosídeos (ITRN), que formam a espinha dorsal da maioria dos esquemas. A fisiopatologia da infecção por HIV em crianças é semelhante à dos adultos, mas com particularidades no sistema imunológico em desenvolvimento e na farmacocinética dos medicamentos. A escolha dos ITRN deve ser criteriosa. O tenofovir, por exemplo, é um ITRN potente, mas seu uso em crianças é restrito a pesos ≥ 35 kg devido aos riscos de toxicidade óssea e renal, que são mais pronunciados em organismos em crescimento. A combinação de zidovudina (AZT) e lamivudina (3TC) é uma das associações preferenciais devido à sua eficácia comprovada e perfil de segurança bem estabelecido em crianças. O tratamento com abacavir, outro ITRN, é eficaz, mas impõe a necessidade de triagem para o alelo HLA-B5701 antes do início, a fim de prevenir reações de hipersensibilidade graves e potencialmente fatais. Além disso, a zidovudina, apesar de sua ampla utilização, exige monitoramento regular do hemograma devido ao risco de anemia e neutropenia, que podem demandar ajuste de dose ou substituição do medicamento. Para o residente, dominar essas nuances da TARV pediátrica é essencial para otimizar os resultados terapêuticos e minimizar os efeitos adversos em uma população vulnerável.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais considerações ao escolher ITRN para crianças com HIV?

As principais considerações incluem a idade e peso da criança, o perfil de segurança do medicamento (toxicidade óssea e renal para tenofovir, reações de hipersensibilidade para abacavir, anemia para zidovudina), a eficácia da combinação e a adesão ao tratamento.

Por que o teste HLA-B5701 é importante antes de iniciar abacavir?

O teste HLA-B5701 é crucial para identificar pacientes com risco genético de desenvolver reações de hipersensibilidade graves ao abacavir, que podem ser fatais. Em pacientes positivos, o abacavir é contraindicado.

Quais são os efeitos adversos mais importantes a serem monitorados com zidovudina e tenofovir em crianças?

Com a zidovudina (AZT), a toxicidade hematológica, especialmente anemia e neutropenia, deve ser monitorada. Com o tenofovir, a toxicidade renal (disfunção tubular renal) e a toxicidade óssea (diminuição da densidade mineral óssea) são os principais pontos de atenção.

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