Fármacos Anti-VEGF na DMRI: Bevacizumabe e Ranibizumabe

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

Bevacizumabe, ranibizumabe e pegatanibe são fármacos:

Alternativas

  1. A) Utilizados no tratamento da fase seca (ou atrófica) da degeneração macular relacionada à idade
  2. B) Que inibem a ação do fator de crescimento endotelial vascular
  3. C) Utilizados na terapia fotodinâmica de pacientes com degeneração macular relacionada à idade
  4. D) Utilizados preferencialmente por via endovenosa no tratamento da degeneração macular relacionada à idade

Pérola Clínica

Bevacizumabe, Ranibizumabe e Pegatanibe = Anti-VEGF que inibem a angiogênese e a permeabilidade vascular.

Resumo-Chave

Estes fármacos bloqueiam o VEGF, principal mediador da neovascularização sub-retiniana na DMRI úmida, reduzindo o edema e a proliferação de vasos anômalos.

Contexto Educacional

A introdução da terapia anti-VEGF revolucionou o prognóstico visual de pacientes com DMRI exsudativa, retinopatia diabética e oclusões venosas. O Pegatanibe foi o primeiro aprovado, focando na isoforma VEGF165, mas foi superado pelo Bevacizumabe e Ranibizumabe, que bloqueiam todas as isoformas ativas do VEGF-A. O tratamento geralmente envolve uma fase de indução com injeções mensais, seguida por regimes de 'pro re nata' (PRN) ou 'treat-and-extend', visando manter a mácula seca com o menor número de intervenções possível.

Perguntas Frequentes

Como atuam os inibidores de VEGF na retina?

O Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF) é uma proteína que promove o crescimento de novos vasos sanguíneos (angiogênese) e aumenta a permeabilidade vascular. Em patologias como a DMRI exsudativa, o excesso de VEGF causa o crescimento de vasos frágeis sob a retina que vazam fluido e sangue. Fármacos como Bevacizumabe e Ranibizumabe ligam-se ao VEGF circulante, impedindo sua interação com os receptores endoteliais, o que resulta na regressão dos neovasos e na redução do edema macular.

Qual a via de administração preferencial desses fármacos?

A via de administração padrão-ouro é a injeção intravítrea. Essa via permite que o medicamento atinja concentrações terapêuticas diretamente no local da patologia (retina e coroide) com mínima absorção sistêmica, reduzindo o risco de efeitos colaterais tromboembólicos. A administração endovenosa, embora possível para o Bevacizumabe em oncologia, não é utilizada no tratamento de doenças retinianas devido à barreira hemato-retiniana e aos riscos sistêmicos.

Qual a diferença entre Bevacizumabe e Ranibizumabe?

O Ranibizumabe (Lucentis) é um fragmento de anticorpo monoclonal humanizado projetado especificamente para uso intraocular, com alta afinidade por todas as isoformas do VEGF-A. O Bevacizumabe (Avastin) é um anticorpo monoclonal de molécula inteira, originalmente aprovado para uso sistêmico no câncer colorretal, mas amplamente utilizado 'off-label' na oftalmologia devido ao seu custo significativamente menor e eficácia comparável demonstrada em grandes estudos como o CATT.

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