Endometriose: Manejo de Efeitos Adversos dos Agonistas GnRH

HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente com história de endometriose grave, tratada com agonistas do GnRH, apresenta queixa de diminuição da libido e sintomas de menopausa precoce. Qual é a conduta mais indicada para o manejo desses efeitos adversos?

Alternativas

  1. A) Continuar com os agonistas do GnRH e monitorar os sintomas.
  2. B) Introduzir antidepressivos para controle da libido.
  3. C) Iniciar terapia hormonal com estrogênios e progestágenos.
  4. D) Suspender imediatamente o tratamento com GnRH e iniciar a terapia de reposição hormonal.

Pérola Clínica

Agonistas GnRH para endometriose → sintomas menopausa. Manejo: terapia add-back com estrogênio/progestágeno.

Resumo-Chave

O tratamento da endometriose com agonistas do GnRH induz um estado de hipoestrogenismo, causando sintomas de menopausa precoce e diminuição da libido. A terapia add-back com baixas doses de estrogênio e progestágeno é a conduta mais indicada para mitigar esses efeitos adversos, sem comprometer a eficácia do tratamento da endometriose.

Contexto Educacional

A endometriose é uma condição crônica que afeta milhões de mulheres, causando dor pélvica, dismenorreia e infertilidade. O tratamento com agonistas do GnRH é eficaz na supressão da doença, mas induz um estado de menopausa farmacológica, com sintomas que podem comprometer a qualidade de vida da paciente. Compreender o manejo desses efeitos adversos é crucial para a prática clínica. Os agonistas do GnRH atuam inicialmente estimulando e, posteriormente, dessensibilizando os receptores de GnRH na hipófise, resultando em uma supressão da produção de gonadotrofinas e, consequentemente, dos hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona). Essa supressão hormonal leva à atrofia dos implantes endometrióticos, mas também aos sintomas de hipoestrogenismo. A terapia add-back permite manter a supressão da endometriose enquanto minimiza os efeitos colaterais. A conduta de iniciar terapia hormonal com estrogênios e progestágenos (terapia add-back) é a mais indicada para pacientes que apresentam sintomas de menopausa precoce e diminuição da libido devido ao uso de agonistas do GnRH. Essa abordagem melhora a qualidade de vida sem comprometer a eficácia do tratamento da endometriose, permitindo o uso prolongado dos agonistas quando necessário. É fundamental que residentes dominem essa estratégia para otimizar o cuidado de pacientes com endometriose.

Perguntas Frequentes

O que é a terapia add-back e por que ela é usada com agonistas do GnRH?

A terapia add-back consiste na administração de baixas doses de estrogênio e progestágeno junto com os agonistas do GnRH. Ela é usada para mitigar os efeitos colaterais do hipoestrogenismo induzido pelos agonistas, como fogachos, osteopenia e diminuição da libido, sem comprometer a supressão ovariana e a eficácia no tratamento da endometriose.

Quais são os principais efeitos adversos dos agonistas do GnRH no tratamento da endometriose?

Os principais efeitos adversos são decorrentes do hipoestrogenismo induzido, mimetizando a menopausa. Incluem fogachos, secura vaginal, diminuição da libido, alterações de humor, insônia e perda de massa óssea (osteopenia/osteoporose).

Quando a terapia add-back deve ser considerada em pacientes com endometriose?

A terapia add-back deve ser considerada em pacientes que necessitam de tratamento prolongado com agonistas do GnRH (geralmente por mais de 6 meses) ou que apresentam efeitos adversos significativos do hipoestrogenismo, visando melhorar a tolerabilidade e a adesão ao tratamento.

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