UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Mulher, 50 anos, usuária de desogestrel em amenorreia comparece para consulta queixando-se de fogachos e ressecamento vaginal. Refere ser hipertensa em uso de losartana, sem outras queixas ou patologias. Ao exame encontra-se com imc de 33, pressão arterial de 120x80 mmHg, exame cardiorrespiratório sem alterações. Realizou mamografia na campanha do Outubro Rosa deste ano com laudo Bi-Rads 2. Com relação à Terapêutica Hormonal do Climatério, essa paciente:
Hipertensão não controlada ou obesidade → contraindicação relativa para estrogênio oral na TH do climatério. Estrogênio vaginal seguro para sintomas locais.
A Terapêutica Hormonal (TH) para o climatério deve ser individualizada. O estrogênio oral, especialmente em pacientes com hipertensão não controlada, obesidade ou outros fatores de risco cardiovascular, aumenta o risco de eventos tromboembólicos e deve ser evitado ou usado com cautela. O estrogênio vaginal, por ter absorção sistêmica mínima, é seguro e eficaz para sintomas urogenitais, mas não trata fogachos.
A Terapêutica Hormonal (TH) do climatério é uma opção eficaz para aliviar sintomas vasomotores (fogachos) e geniturinários (ressecamento vaginal, dispareunia), além de prevenir a osteoporose. No entanto, sua indicação deve ser cuidadosamente individualizada, considerando os riscos e benefícios para cada paciente. A idade da mulher, o tempo desde a menopausa e a presença de comorbidades são fatores cruciais na decisão. A paciente do caso apresenta hipertensão (embora controlada com losartana) e obesidade (IMC 33), que são fatores de risco cardiovascular. O estrogênio oral, especialmente em pacientes com esses fatores, aumenta o risco de eventos tromboembólicos (trombose venosa profunda, AVC) e cardiovasculares. Portanto, a via oral é geralmente contraindicada ou deve ser usada com extrema cautela e monitoramento rigoroso nesses casos. Por outro lado, o estrogênio pela via vaginal possui absorção sistêmica mínima e é considerado seguro para o tratamento de sintomas urogenitais isolados, mesmo em pacientes com contraindicações para a TH sistêmica. Contudo, o estrogênio vaginal não é eficaz para o controle de sintomas vasomotores como os fogachos. A escolha da via e do tipo de hormônio deve sempre balancear a eficácia para os sintomas específicos com o perfil de segurança da paciente.
As contraindicações para estrogênio oral incluem histórico de câncer de mama ou endométrio, doença tromboembólica ativa, doença hepática grave, sangramento vaginal não diagnosticado, e condições como hipertensão não controlada, obesidade e dislipidemia, que aumentam o risco cardiovascular.
Sim, o estrogênio vaginal pode ser usado em pacientes com hipertensão, pois sua absorção sistêmica é mínima, não elevando significativamente os riscos cardiovasculares associados ao estrogênio oral. Ele é eficaz para tratar sintomas locais de atrofia vaginal, mas não para fogachos.
O estrogênio oral é indicado para sintomas sistêmicos como fogachos e para a prevenção da osteoporose, mas possui riscos sistêmicos. O estrogênio vaginal é indicado para sintomas urogenitais (ressecamento, dispareunia) e tem absorção sistêmica mínima, sendo mais seguro para pacientes com contraindicações sistêmicas.
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