UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Considerando o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP) agudo, assinale a alternativa que contém um caso clínico de paciente em condição de receber tratamento ambulatorial do TEP com anticoagulante via oral.
TEP ambulatorial = paciente hemodinamicamente estável, sem disfunção VD, sem hipoxemia grave, sem comorbidades descompensadas.
O tratamento ambulatorial do TEP agudo é reservado para pacientes de baixo risco, que são hemodinamicamente estáveis, sem sinais de disfunção de ventrículo direito (VD) ou lesão miocárdica (troponinas normais), sem hipoxemia significativa e sem comorbidades graves descompensadas que impeçam a alta segura.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) agudo é uma condição grave que exige estratificação de risco cuidadosa para guiar o manejo. A decisão entre tratamento hospitalar e ambulatorial é crucial e baseia-se na estabilidade hemodinâmica do paciente e na presença de marcadores de gravidade. Pacientes com TEP de baixo risco, que são hemodinamicamente estáveis e não apresentam sinais de disfunção ventricular direita ou lesão miocárdica, podem ser considerados para tratamento ambulatorial com anticoagulantes orais. A estratificação de risco envolve a avaliação de parâmetros clínicos (pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio), biomarcadores (troponinas e peptídeos natriuréticos como BNP/NT-proBNP) e achados de imagem (ecocardiograma ou angiotomografia de tórax para avaliar a função do ventrículo direito). A presença de hipotensão (choque ou instabilidade hemodinâmica) classifica o TEP como de alto risco, exigindo tratamento intensivo. Para o tratamento ambulatorial, o paciente deve estar hemodinamicamente estável, sem hipoxemia grave (saturação > 90-92% em ar ambiente ou com baixo fluxo de O2), sem dor incontrolável, sem sangramento ativo, sem disfunção de ventrículo direito (VD/VE < 1 na angiotomografia, ausência de dilatação ou hipocinesia do VD ao eco) e com troponinas séricas normais. Além disso, a ausência de comorbidades graves descompensadas e a capacidade de aderir ao tratamento ambulatorial são essenciais. A alternativa D descreve um paciente com TEP de baixo risco, sem sinais de gravidade, sendo o único candidato ao tratamento ambulatorial.
O tratamento ambulatorial do TEP é considerado para pacientes hemodinamicamente estáveis, sem hipoxemia grave, sem sinais de disfunção de ventrículo direito (como dilatação ou disfunção ao ecocardiograma/angiotomografia) e com biomarcadores cardíacos (troponina, BNP) normais, além de ausência de comorbidades graves ou sangramento ativo.
A disfunção do ventrículo direito indica uma sobrecarga significativa do coração devido à obstrução pulmonar, aumentando o risco de descompensação hemodinâmica e morte. Pacientes com disfunção de VD geralmente requerem internação e monitoramento mais intensivo.
Os escores de risco mais utilizados incluem o PESI (Pulmonary Embolism Severity Index) ou o PESI simplificado, e o escore Hestia. Pacientes com baixo risco por esses escores, juntamente com a avaliação clínica, podem ser candidatos ao tratamento ambulatorial.
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