UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
A endometriose é uma condição ginecológica benigna e crônica, caracterizada pela presença de tecido endometrial localizado fora da cavidade uterina, e sua prevalência varia de 5 a 15% nas mulheres, no período reprodutivo, e, em torno de 3%, na pósmenopausa. Em relação endometriose,
Teoria de Sampson = menstruação retrógrada → implantação de tecido endometrial ectópico.
A teoria da menstruação retrógrada de Sampson é a mais aceita para explicar a fisiopatologia da endometriose. Ela postula que o refluxo de sangue menstrual contendo células endometriais através das tubas uterinas para a cavidade peritoneal leva à implantação e crescimento desse tecido em locais ectópicos, como ovários e peritônio.
A endometriose é uma doença ginecológica crônica e benigna, caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina. Afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, com prevalência de 5 a 15%, e pode persistir na pós-menopausa em cerca de 3% dos casos. É uma condição complexa que causa dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. A teoria mais aceita para explicar a fisiopatologia da endometriose é a da menstruação retrógrada, proposta por Sampson. Segundo essa teoria, durante a menstruação, o sangue e as células endometriais refluem pelas tubas uterinas para a cavidade peritoneal, onde se implantam e crescem em locais ectópicos, como ovários, peritônio e ligamentos uterinos. Outras teorias, como a metaplasia celômica e a disseminação linfática ou vascular, complementam a compreensão da doença, especialmente para lesões em locais mais distantes. O diagnóstico da endometriose é desafiador, muitas vezes demorado. A suspeita clínica é baseada nos sintomas, e o exame físico pode revelar nódulos ou espessamentos. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética são úteis para mapear lesões, especialmente a endometriose profunda. O tratamento visa aliviar a dor, melhorar a fertilidade e prevenir a progressão da doença, envolvendo opções clínicas (hormonais) e cirúrgicas, dependendo da gravidade e dos objetivos da paciente.
Os principais sintomas incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia, infertilidade e sintomas urinários ou intestinais cíclicos, dependendo da localização das lesões.
O diagnóstico definitivo da endometriose é histopatológico, obtido por biópsia de lesões suspeitas durante laparoscopia. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética podem sugerir o diagnóstico e mapear as lesões.
Fatores de risco incluem menarca precoce, ciclos menstruais curtos e intensos, nuliparidade, histórico familiar de endometriose e anomalias uterinas. Gravidez precoce e menarca tardia são fatores protetores.
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