SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
Mulher de 35 anos, exercendo a profissão de cozinheira, queixa-se de dor no punho direito, de início há duas semanas. Ao exame físico osteoarticular, apresenta dor intensa à palpação no nível da apófise estiloide do rádio direito, e dor à manobra de adução forçada com a mão fechada.Considerando-se a principal hipótese diagnóstica para o caso, a manobra descrita denomina-se:
Dor na apófise estiloide do rádio e dor à adução forçada do polegar com mão fechada = Manobra de Finkelstein positiva para Tenossinovite de De Quervain.
A Tenossinovite de De Quervain é uma condição inflamatória dos tendões do primeiro compartimento dorsal do punho (abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar). A manobra de Finkelstein é o teste clínico clássico para seu diagnóstico, reproduzindo a dor característica.
A Tenossinovite de De Quervain é uma condição dolorosa que afeta os tendões que passam pelo primeiro compartimento dorsal do punho: o abdutor longo do polegar (APL) e o extensor curto do polegar (EPB). É comum em indivíduos que realizam movimentos repetitivos do punho e do polegar, como cozinheiros, digitadores e mães de recém-nascidos. A fisiopatologia envolve o espessamento da bainha tendínea que envolve esses tendões, levando à compressão e inflamação. Os sintomas incluem dor na face radial do punho, que pode irradiar para o polegar ou antebraço, e dificuldade em realizar movimentos de pinça ou preensão. A palpação da apófise estiloide do rádio geralmente é dolorosa. O diagnóstico é primariamente clínico, sendo a manobra de Finkelstein o teste mais específico. O tratamento inicial é conservador, com repouso, imobilização com órtese, anti-inflamatórios não esteroides e fisioterapia. Em casos refratários, infiltração com corticoides pode ser considerada, e a cirurgia de liberação do compartimento é uma opção para casos persistentes.
É uma condição inflamatória que afeta os tendões do abdutor longo do polegar (APL) e do extensor curto do polegar (EPB) no primeiro compartimento dorsal do punho, causando dor e sensibilidade na região do processo estiloide do rádio.
O paciente fecha a mão com o polegar dentro dos outros dedos. Em seguida, o examinador desvia o punho do paciente em direção ulnar, alongando os tendões do primeiro compartimento. A manobra é positiva se reproduzir a dor característica.
Fatores de risco incluem atividades repetitivas que envolvem o punho e o polegar (como cozinheiros, digitadores, mães que amamentam), sexo feminino e gravidez, devido a alterações hormonais e retenção de líquidos.
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