UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2016
Graça, 38 anos, saudável, diarista, refere dor em ombro direito há 3 meses, toda vez que lava as janelas e retira filtros do ar condicionado para limpeza. Relata dificuldades para pentear o cabelo e que a dor tem piorado progressivamente. Nega traumas, fraturas ou problemas prévios relacionados ao aparelho osteomuscular. Ao exame clínico, não apresenta deformidades aparentes no braço ou no ombro, e, ao exame físico, não foi verificada redução de força. O diagnóstico mais provável para essa paciente é:
Dor em ombro com movimentos acima da cabeça e força preservada → Tendinopatia do manguito rotador.
A tendinopatia do manguito rotador é uma causa comum de dor no ombro, especialmente em atividades que envolvem elevação repetitiva do braço. A dor é mecânica e piora com o movimento, mas a força muscular pode estar preservada nas fases iniciais ou em lesões parciais.
A tendinopatia do manguito rotador é uma das causas mais frequentes de dor no ombro, afetando uma ampla gama de pacientes, desde atletas a indivíduos com atividades ocupacionais repetitivas. Sua prevalência aumenta com a idade, e é crucial para o médico generalista e residente reconhecer seus sinais e sintomas para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve um processo inflamatório e degenerativo dos tendões do manguito rotador, frequentemente do supraespinhal, devido a microtraumas repetitivos ou impacto subacromial. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de dor com movimentos específicos (elevação, rotação externa) e exame físico que pode revelar dor à palpação e testes provocativos positivos, com força muscular frequentemente preservada. O tratamento é majoritariamente conservador, com foco na redução da dor, restauração da função e prevenção de recorrências através de fisioterapia. A cirurgia é reservada para casos refratários ao tratamento conservador ou rupturas completas sintomáticas. O prognóstico é geralmente bom com intervenção precoce e adesão ao tratamento.
Os principais sintomas incluem dor no ombro que piora com movimentos acima da cabeça, dificuldade para pentear o cabelo ou alcançar objetos, e dor noturna, especialmente ao deitar sobre o ombro afetado.
Na tendinopatia, a dor é predominante com movimentos ativos, e a amplitude de movimento passiva pode ser normal. Na capsulite adesiva, há uma restrição significativa e progressiva tanto dos movimentos ativos quanto passivos do ombro.
O tratamento inicial geralmente envolve repouso relativo, fisioterapia com exercícios de fortalecimento e alongamento, uso de analgésicos e anti-inflamatórios, e, em alguns casos, infiltrações com corticosteroides.
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