SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir: Paciente do sexo masculino, 45 anos, trabalhador braçal, apresenta dor no ombro direito há 3 meses, especialmente ao levantar o braço acima da cabeça e realizar movimentos de rotação. A dor piora à noite e durante atividades que envolvem levantamento de peso. O exame físico sugere síndrome do impacto e possível tendinite do tendão da cabeça longa do bíceps. A manobra adequada para confirmar tendinite do tendão da cabeça longa do bíceps nesse paciente é a Manobra de:
Dor no sulco bicipital durante supinação resistida com cotovelo a 90° = Manobra de Yergason positiva.
A manobra de Yergason é específica para avaliar a patologia do tendão da cabeça longa do bíceps e sua estabilidade no sulco bicipital, diferenciando-a de outras causas de dor no ombro.
A dor no ombro em trabalhadores braçais frequentemente envolve múltiplas estruturas. A tendinite da cabeça longa do bíceps (CLB) pode ocorrer de forma isolada ou associada a lesões do manguito rotador e síndrome do impacto. A CLB atua como um depressor da cabeça umeral; sua inflamação gera dor anterior no ombro que irradia para o ventre muscular do bíceps. No exame físico, a diferenciação é crucial. Enquanto os testes de Jobe (supraespinal) e Patte (infraespinal) avaliam o manguito rotador, o Yergason é o padrão para o bíceps. A manobra testa a capacidade do ligamento umeral transverso de manter o tendão no sulco durante a contração do músculo supinador, reproduzindo a dor mecânica da tendinite.
O paciente mantém o cotovelo fletido a 90° e o antebraço em pronação. O examinador resiste à tentativa de supinação e rotação externa do paciente enquanto palpa o sulco bicipital. A dor localizada no sulco indica positividade para tendinite ou instabilidade do tendão da cabeça longa do bíceps.
Ambos avaliam o tendão bicipital. O teste de Speed (ou Palm-up test) é feito com o braço em flexão anterior a 90°, cotovelo estendido e palma para cima, resistindo à flexão. O Yergason foca na supinação resistida e é mais específico para avaliar a integridade do ligamento transverso e a estabilidade do tendão no sulco.
Essas manobras avaliam a síndrome do impacto subacromial. O teste de Neer envolve a elevação passiva máxima do braço em rotação interna, enquanto o Hawkins-Kennedy envolve a rotação interna passiva com o braço fletido a 90°, comprimindo as estruturas sob o arco coracoacromial.
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