HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021
Embora as crianças sejam consideradas 'nativos digitais', existem evidências que dispositivos de telas e mídias ofereçam riscos e benefícios para a saúde das crianças. Assim, a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta limitação no tempo de tela que a criança deve ser exposta diariamente, como descrita abaixo:
SBP: Crianças < 2 anos = SEM exposição a telas; 2-5 anos = máx 1 hora/dia.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e outras entidades internacionais recomendam que crianças menores de dois anos não sejam expostas a telas, devido aos potenciais impactos negativos no desenvolvimento cognitivo, social e emocional, além de riscos à saúde física.
O impacto da tecnologia e das telas no desenvolvimento infantil é um tema de crescente preocupação na pediatria. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), alinhada com outras organizações internacionais, tem emitido diretrizes claras sobre o tempo de exposição a telas, reconhecendo tanto os potenciais riscos quanto a inevitabilidade da presença digital na vida moderna. A primeira infância é um período crítico para o desenvolvimento cerebral, e a interação humana e o brincar livre são essenciais. A fisiopatologia dos riscos associados à exposição excessiva a telas envolve a alteração da arquitetura do sono, a diminuição da interação social e da atividade física, e a sobrecarga sensorial que pode prejudicar o desenvolvimento da atenção e da linguagem. A SBP, portanto, orienta que crianças menores de dois anos não devem ser expostas a telas. Para crianças de 2 a 5 anos, o tempo de tela deve ser limitado a no máximo uma hora por dia, sempre com supervisão e conteúdo adequado. O papel do pediatra é fundamental na orientação dos pais sobre o uso consciente e limitado das telas. É importante enfatizar a prioridade do brincar, da leitura e da interação familiar. O prognóstico do desenvolvimento infantil é positivamente influenciado por um ambiente rico em estímulos humanos e com restrição do tempo de tela, promovendo um crescimento saudável e equilibrado.
A SBP recomenda zero exposição para menores de dois anos devido ao risco de atrasos no desenvolvimento da linguagem, cognitivo e social, além de problemas de sono e obesidade, priorizando a interação humana e brincadeiras.
Os riscos incluem atrasos no desenvolvimento da linguagem e social, problemas de atenção, obesidade, distúrbios do sono, miopia, e maior risco de problemas de saúde mental na adolescência.
Para crianças menores de dois anos, os riscos superam amplamente quaisquer potenciais benefícios. Para crianças mais velhas, o uso deve ser limitado, supervisionado e com conteúdo de alta qualidade, preferencialmente interativo e com a participação dos pais.
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