UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
As implicações da tecnologia no neurodesenvolvimento de crianças e adolescentes encontram-se em crescente pesquisa. No momento, as recomendações mais atuais e construídas com embasamento científico da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria orientam sobre tempo de exposição a telas x faixas etárias. Sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
SBP/AAP: <2 anos = NENHUMA tela (exceto videochamadas supervisionadas).
As recomendações da SBP e AAP sobre tempo de tela são rigorosas para crianças pequenas, visando proteger o neurodesenvolvimento. Para 0 a 2 anos, a exposição é desaconselhada, exceto para videochamadas supervisionadas, pois o cérebro em desenvolvimento necessita de interações reais e estímulos multissensoriais.
O impacto da tecnologia e da exposição a telas no neurodesenvolvimento de crianças e adolescentes é um tema de crescente preocupação e pesquisa. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Academia Americana de Pediatria (AAP) fornecem orientações claras baseadas em evidências científicas, visando promover um desenvolvimento saudável e minimizar os riscos associados ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos. É fundamental que pediatras e pais estejam cientes dessas recomendações. Para crianças de 0 a 2 anos, a recomendação é de nenhuma exposição a telas, exceto para videochamadas interativas e supervisionadas com familiares. Essa fase é crítica para o desenvolvimento cerebral, e a interação humana direta e os estímulos multissensoriais são insubstituíveis. Para crianças de 2 a 5 anos, o tempo de tela deve ser limitado a no máximo 1 hora por dia, com conteúdo de alta qualidade e acompanhamento parental. Para crianças em idade escolar (6 a 10 anos), o limite é de 1 a 2 horas diárias, e para adolescentes (11 a 18 anos), até 2 a 3 horas, sempre com supervisão e conteúdo apropriado. O uso excessivo de telas pode levar a diversos problemas, como atrasos no desenvolvimento da linguagem, dificuldades de atenção, problemas de sono, obesidade, sedentarismo, problemas de visão e dificuldades de interação social. As recomendações enfatizam a importância de um ambiente familiar que promova atividades físicas, leitura, brincadeiras ao ar livre e interações sociais. Residentes em pediatria devem orientar as famílias sobre o uso consciente da tecnologia, ajudando a estabelecer limites saudáveis e a promover um desenvolvimento infantil equilibrado.
A recomendação é de nenhuma exposição a telas para crianças de 0 a 2 anos, com a única exceção sendo videochamadas interativas e supervisionadas com familiares.
A restrição se deve ao impacto negativo no neurodesenvolvimento, na interação social, na qualidade do sono e na linguagem, pois o cérebro em desenvolvimento necessita de estímulos reais e interações humanas.
Para crianças de 2 a 5 anos, o limite é de até 1 hora por dia. Para crianças de 6 a 10 anos, até 1-2 horas por dia. Para adolescentes (11 a 18 anos), o limite é de 2-3 horas por dia, com moderação e conteúdo adequado.
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