SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Um adolescente de catorze anos de idade, em consulta de rotina, foi avaliado quanto ao tempo de uso diário de celular, videogames e computadores. Refere que fica cerca de oito horas jogando videogame em seu quarto, além de utilizar Internet e smartphones durante o dia. Não faz exercícios físicos e ganhou 5 kg nos últimos três meses. Refere, também, dificuldade para dormir e seu rendimento escolar piorou. Possui ambiente familiar estruturado. Exame físico sem alterações. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa incorreta.
Adolescentes (11-18 anos) devem limitar tempo de tela a 2-3 horas/dia, não 6 horas, para saúde física e mental.
As diretrizes de saúde recomendam um tempo de tela significativamente menor para adolescentes (geralmente 2-3 horas/dia) do que as 6 horas mencionadas na alternativa. O uso excessivo de telas está associado a problemas de sono, sedentarismo, ganho de peso e piora do rendimento escolar, como visto no caso.
O uso de telas digitais por crianças e adolescentes tornou-se uma preocupação crescente na saúde pública devido aos seus potenciais impactos negativos no desenvolvimento físico, mental e social. O residente de pediatria e medicina da família deve estar apto a orientar famílias sobre o uso saudável da tecnologia. A fisiopatologia dos efeitos negativos do tempo de tela excessivo envolve múltiplos fatores. O sedentarismo leva ao ganho de peso e obesidade. A exposição à luz azul das telas à noite interfere na produção de melatonina, prejudicando o sono. Além disso, o tempo gasto em telas reduz o tempo para atividades físicas, interações sociais e estudos, impactando o rendimento escolar e o desenvolvimento de habilidades sociais. As recomendações atuais de tempo de tela variam por faixa etária, mas para adolescentes (11-18 anos), a maioria das diretrizes sugere um limite de 2 a 3 horas diárias para entretenimento. O manejo envolve educação dos pais e adolescentes, estabelecimento de limites claros, incentivo a atividades alternativas e, em casos de uso problemático, encaminhamento para psicoterapia. É essencial abordar o tema de forma empática e construtiva.
As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria e outras organizações recomendam que adolescentes (11-18 anos) limitem o tempo de tela a 2-3 horas por dia, excluindo o uso para fins escolares ou de estudo.
O uso excessivo de telas está associado a sedentarismo, obesidade, distúrbios do sono, problemas de visão, dificuldades de atenção e concentração, piora do rendimento escolar, e riscos psicossociais como cyberbullying e isolamento social.
Os pais podem estabelecer regras claras, criar zonas livres de telas (como quartos e refeições), incentivar atividades físicas e ao ar livre, e dar o exemplo limitando seu próprio tempo de tela. O diálogo e a negociação são fundamentais.
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