IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
No diagnóstico de insuficiência hepática aguda, o exame laboratorial que fornece uma medida direta da capacidade sintética do fígado e é fundamental para avaliar o prognóstico é:
Insuficiência hepática aguda → TP/INR mede capacidade sintética e prognóstico.
O tempo de protrombina (TP) e o INR são marcadores diretos da capacidade sintética do fígado, pois a maioria dos fatores de coagulação é produzida no fígado. Sua alteração precoce na insuficiência hepática aguda indica disfunção grave e é crucial para a avaliação prognóstica e indicação de transplante.
A insuficiência hepática aguda (IHA) é uma síndrome grave caracterizada por disfunção hepática rápida em pacientes sem doença hepática pré-existente. É uma emergência médica com alta mortalidade, exigindo diagnóstico e manejo rápidos. A etiologia é variada, incluindo hepatites virais, toxicidade por drogas (ex: paracetamol), doenças autoimunes e isquemia. O reconhecimento precoce e a avaliação prognóstica são cruciais para a tomada de decisões, como a indicação de transplante hepático. A fisiopatologia da IHA envolve necrose hepatocelular massiva, levando à perda da função hepática. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com destaque para os marcadores de função sintética. A encefalopatia hepática é uma complicação comum e um critério diagnóstico importante. A suspeita deve surgir em pacientes com icterícia, coagulopatia e alteração do nível de consciência, sem histórico de doença hepática crônica. O tratamento da IHA é de suporte intensivo, visando prevenir e manejar as complicações (encefalopatia, infecções, insuficiência renal, sangramentos). O transplante hepático é a única terapia curativa para casos graves e refratários. O prognóstico é determinado por critérios como o tempo de protrombina/INR, grau de encefalopatia e etiologia, sendo o TP/INR um dos mais importantes para avaliar a gravidade e a necessidade de transplante.
O tempo de protrombina (TP) e o INR são os melhores indicadores da capacidade sintética hepática, pois avaliam a produção de fatores de coagulação. A albumina sérica também reflete a síntese, mas tem meia-vida mais longa.
Uma elevação progressiva do TP/INR na insuficiência hepática aguda indica falha progressiva da síntese hepática, correlacionando-se diretamente com a gravidade da doença e a necessidade de transplante hepático.
AST e ALT são marcadores de lesão hepatocelular, indicando inflamação ou necrose. Já TP/INR e albumina são marcadores de função hepática, refletindo a capacidade do fígado de sintetizar proteínas.
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