CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Entre os recursos ópticos de magnificação para longe, os telescópios:
Telescópios em baixa visão → ↑ Aumento = ↓ Campo visual e ↓ Profundidade de foco.
Telescópios são os únicos auxílios ópticos para visão de longe em pacientes com baixa visão, mas exigem adaptação devido à redução do campo e da profundidade de campo.
Na reabilitação de pacientes com visão subnormal, os telescópios são ferramentas essenciais para a visão de longe, pois utilizam a magnificação angular para projetar uma imagem maior na retina. No entanto, o uso clínico é limitado por fatores ópticos inerentes. Além da redução drástica do campo visual, a diminuição da luminosidade da imagem e a exacerbação de movimentos (qualquer tremor da mão é amplificado pelo poder do telescópio) tornam o treinamento com um especialista em baixa visão indispensável. A escolha entre Galileu e Kepler depende da necessidade de magnificação, do campo visual desejado e da capacidade cognitiva e motora do paciente.
O telescópio de Galileu utiliza uma lente objetiva positiva e uma ocular negativa, produzindo uma imagem direta (não invertida). É mais leve, mais curto e mais barato, mas limitado a aumentos menores (até 4x) e possui um campo visual mais restrito. O telescópio de Kepler utiliza duas lentes positivas, produzindo uma imagem invertida que precisa de prismas para ser corrigida. Ele permite aumentos maiores (até 10x ou mais) e oferece um campo visual mais amplo e nítido, porém é mais pesado, longo e caro.
A profundidade de foco (ou de campo) diminui proporcionalmente ao quadrado da magnificação angular do telescópio. Isso significa que, quanto maior o aumento fornecido pelo aparelho, menor será a faixa de distância em que os objetos permanecem em foco sem a necessidade de ajuste. Para o usuário, isso se traduz em uma dificuldade constante de manter a imagem nítida se o objeto ou o observador se moverem levemente, exigindo ajustes manuais frequentes na focalização do dispositivo.
São indicados para tarefas estáticas de visão de longe, como assistir TV, ler placas de sinalização ou ver o quadro negro na escola. São contraindicados para locomoção (andar com o telescópio nos olhos) devido à compressão do espaço, redução do campo visual periférico e alteração na percepção de profundidade, o que aumenta o risco de quedas. Também são de difícil adaptação para idosos com problemas motores ou tremores, que dificultam a focalização e a estabilização da imagem.
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