CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Criança míope de - 3,00DE totalmente corrigida utiliza um sistema telescópico de Galileu com lente ocular de -16,00DE e objetiva de +8,00DE. Se ela não usar sua correção, o que ocorrerá, respectivamente, com o poder de ampliação da telelupa e com o foco do objeto posicionado no infinito?
Telescópio de Galileu: ocular (-) e objetiva (+); ametropia altera foco e aumento.
Em sistemas telescópicos, a ametropia não corrigida do usuário exige alteração na distância entre as lentes para focar, o que modifica a ampliação angular final do sistema.
O estudo dos sistemas telescópicos é essencial na reabilitação visual de pacientes com baixa visão. O telescópio de Galileu é preferido para uso montado em óculos por ser mais compacto. A física por trás do dispositivo dita que a ampliação (M) é a razão entre o poder da ocular e da objetiva (M = -Foc/Fobj). Quando um paciente possui um erro refracional como a miopia e não utiliza sua correção, ele atua como uma lente adicional no sistema. Para que a imagem final seja focada na retina, o paciente ajusta a distância entre as lentes do telescópio, transformando o sistema afocal em um sistema focal, o que altera as propriedades ópticas originais de ampliação e campo de visão.
O telescópio de Galileu é formado por uma lente objetiva convergente (positiva) e uma lente ocular divergente (negativa). Elas são separadas por uma distância igual à diferença entre suas distâncias focais. Esse sistema produz uma imagem virtual, direita e ampliada, sendo muito utilizado em auxílios para visão subnormal (telelupas) devido à sua leveza e comprimento reduzido em comparação ao telescópio de Kepler.
Quando um míope utiliza o telescópio sem óculos, o sistema deixa de ser afocal. Para compensar a miopia, a distância entre a objetiva e a ocular deve ser reduzida. Essa mudança na separação das lentes altera a vergência dos raios que saem do sistema, modificando a ampliação angular. No caso do míope, a ampliação tende a aumentar ligeiramente quando ele ajusta o foco sem sua correção habitual.
O telescópio de Kepler utiliza duas lentes positivas (objetiva e ocular). Ele produz uma imagem real e invertida, necessitando de um prisma inversor, o que o torna mais longo e pesado. No entanto, o Kepler oferece um campo de visão maior e uma imagem mais nítida nas bordas em comparação ao de Galileu, que é limitado por uma pupila de saída localizada dentro do instrumento.
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