SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Durante a pandemia de covid-19, a Lei nº 13.989/2020 autorizou, temporariamente, a utilização de telemedicina em suas diversas modalidades de atendimento. Em relação à telemedicina e à atenção primária à saúde, assinale a alternativa correta.
Telemedicina na APS → facilita acesso e coordenação do cuidado (síncrono/assíncrono).
A telemedicina, especialmente na Atenção Primária à Saúde, pode otimizar o acesso da população aos serviços de saúde e fortalecer a coordenação do cuidado, permitindo interações síncronas (videochamadas) e assíncronas (troca de mensagens, prontuário eletrônico).
A pandemia de COVID-19 acelerou a regulamentação e a adoção da telemedicina no Brasil, com a Lei nº 13.989/2020 autorizando seu uso temporário e, posteriormente, sua regulamentação mais ampla. A telemedicina, que engloba diversas modalidades de atendimento à distância, emergiu como uma ferramenta poderosa para garantir a continuidade do cuidado, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), onde o acesso e a longitudinalidade são pilares fundamentais. Na APS, a telemedicina pode desempenhar um papel crucial na otimização do acesso da população aos serviços de saúde, superando barreiras geográficas e de tempo. Ela permite a realização de atendimentos síncronos (em tempo real, como videochamadas) e assíncronos (troca de informações via mensagens, e-mail ou prontuário eletrônico), facilitando o acompanhamento de pacientes crônicos, a triagem de casos e a orientação em saúde. Isso contribui diretamente para a coordenação do cuidado, um dos atributos essenciais da APS, ao integrar diferentes pontos da rede de atenção. É importante ressaltar que a telemedicina não visa substituir integralmente a consulta presencial, mas sim complementá-la. Embora a territorialização e a visita domiciliar sejam ferramentas importantes da Estratégia Saúde da Família, a telemedicina pode ser integrada a essas práticas, ampliando a capacidade de resposta e a resolutividade da equipe. O desafio é utilizá-la de forma ética e eficaz, garantindo a qualidade, a segurança do paciente e a manutenção do vínculo médico-paciente.
As principais modalidades incluem teleconsulta (síncrona ou assíncrona), teleinterconsulta (entre profissionais), telediagnóstico (emissão de laudos à distância) e telemonitoramento (acompanhamento remoto de pacientes).
Ela facilita a comunicação entre os membros da equipe de saúde e entre a equipe e o paciente, permite o monitoramento remoto de condições crônicas, e agiliza o acesso a especialistas, contribuindo para uma atenção mais integrada e contínua.
Não necessariamente. Embora o exame físico seja crucial, a telemedicina pode complementar o cuidado, oferecendo resolutividade para muitas demandas e facilitando o acesso. Ela deve ser integrada à prática presencial, e não vista como substituta, para manter a integralidade.
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