Telemedicina no Brasil: Resolução CFM 2314/2022 e Modalidades

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2023

Enunciado

Ao observar o crescimento da telemedicina no período da pandemia, um médico residente de saúde de família e comunidade pensou que esta modalidade de atendimento seria uma boa oportunidade para expansão dos serviços prestados à população de sua área, caso a unidade básica de saúde investisse em telemedicina. Assinale a assertiva correta referente à telemedicina, segundo a resolução do CFM nº 2.314/2022, publicada em maio de 2022:

Alternativas

  1. A) Os princípios éticos que norteiam a prática médica presencial são diferentes dos que norteiam a prática da telemedicina.
  2. B) O médico não tem autonomia de decidir se utiliza ou recusa a telemedicina, se for de desejo do paciente.
  3. C) Telemonitoramento, telecirurgia e telediagnóstico são algumas das modalidades de atendimento médico que podem ser feitas.
  4. D) Apesar do amplo uso durante a pandemia, atualmente a telemedicina não pode ser utilizada em função do término da emergência de saúde pública.
  5. E) Durante uma teleconsulta, o paciente não poderá solicitar cópia em mídia digital e/ou impressa dos dados de seu registro.

Pérola Clínica

Resolução CFM 2314/2022 regulamenta telemedicina: teleconsulta, telemonitoramento, telediagnóstico e telecirurgia são modalidades permitidas.

Resumo-Chave

A Resolução CFM nº 2.314/2022 consolidou e ampliou as possibilidades da telemedicina no Brasil, reconhecendo diversas modalidades como teleconsulta, telemonitoramento, telediagnóstico e telecirurgia. Ela reforça que os princípios éticos da medicina presencial se aplicam integralmente à telemedicina e que o médico tem autonomia para decidir sobre sua utilização, sempre garantindo a segurança e o consentimento do paciente.

Contexto Educacional

A telemedicina, impulsionada pela pandemia de COVID-19, consolidou-se como uma ferramenta essencial para a expansão do acesso à saúde e a otimização dos serviços médicos. No Brasil, a Resolução CFM nº 2.314/2022, publicada em maio de 2022, veio para regulamentar de forma abrangente a prática da telemedicina, estabelecendo diretrizes claras para sua utilização. Esta resolução define a telemedicina como o exercício da medicina mediado por tecnologias digitais, com o objetivo de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões, e promoção da saúde. Ela enfatiza que os princípios éticos e legais que regem a medicina presencial são integralmente aplicáveis à telemedicina, garantindo a segurança, o sigilo e a qualidade do atendimento. O médico mantém sua autonomia para decidir sobre a utilização da telemedicina, sempre com o consentimento do paciente e considerando a adequação clínica. Entre as modalidades de atendimento médico permitidas pela resolução, destacam-se a teleconsulta (consulta médica realizada a distância), teleinterconsulta (troca de informações entre médicos), telemonitoramento (acompanhamento de pacientes a distância), telediagnóstico (emissão de laudos e pareceres a distância) e telecirurgia (realização de procedimentos cirúrgicos com auxílio de sistemas robóticos e comunicação remota). É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam essas diretrizes para utilizar a telemedicina de forma ética e eficaz, expandindo o cuidado à população.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais modalidades de telemedicina regulamentadas pelo CFM?

As principais modalidades incluem teleconsulta (consulta médica a distância), teleinterconsulta (troca de informações entre médicos), telemonitoramento (monitoramento a distância de parâmetros de saúde), telediagnóstico (emissão de laudos a distância) e telecirurgia (realização de cirurgias com auxílio de tecnologia a distância).

Os princípios éticos da telemedicina são os mesmos da medicina presencial?

Sim, a Resolução CFM nº 2.314/2022 estabelece claramente que os princípios éticos que norteiam a prática médica presencial são os mesmos que devem ser aplicados à telemedicina, incluindo autonomia profissional, beneficência, não maleficência, justiça e sigilo médico.

O médico tem autonomia para decidir sobre o uso da telemedicina?

Sim, a resolução garante a autonomia do médico para decidir se utiliza ou recusa a telemedicina, levando em consideração a segurança e a necessidade do paciente, bem como a adequação da modalidade para cada caso clínico. O consentimento livre e esclarecido do paciente é sempre mandatório.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo