INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma criança do sexo feminino com 2 anos de idade é atendida por pediatra em decorrência de aumento de mamas. A mãe da menor relata que vem notando que as mamas da criança vêm crescendo progressivamente no último ano, de forma flutuante, ou seja, ora parecem aumentar, ora parecem reduzir de tamanho. A mãe nega surgimento de pelos pubianos, odor axilar ou surgimento de menstruação. Nega doenças prévias. Ao exame, a criança mostra-se em bom estado geral, corada, hidratada, com broto mamário aumentado de tamanho (escala M2 de Tanner), sem evidência de pilificação em regiões axilar e pubiana, com mucosa rosada na genitália e pele sem manchas. De acordo com o quadro clínico descrito, o exame complementar a ser solicitado é:
Telarca isolada < 2 anos + crescimento flutuante → Conduta: Idade óssea (RX punho).
Em meninas com telarca isolada e sem outros sinais de puberdade, a radiografia de punhos para idade óssea é o exame inicial para diferenciar variantes benignas de puberdade precoce verdadeira.
A telarca precoce isolada é uma condição benigna frequente na primeira infância, muitas vezes decorrente de uma ativação transitória do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal ou de hipersensibilidade periférica aos estrogênios. O quadro clínico de mamas que 'flutuam' de tamanho é clássico. O principal desafio é diferenciá-la da Puberdade Precoce Central (PPC). A ausência de pelos pubianos, odor axilar e a velocidade de crescimento normal apontam para telarca isolada. A radiografia de punhos é o padrão-ouro inicial para confirmar que não há avanço da maturação biológica, evitando intervenções desnecessárias.
É o surgimento de broto mamário (Tanner M2 ou M3) em meninas antes dos 8 anos, sem outros sinais de maturação sexual (como pubarca ou menarca) e sem aceleração da velocidade de crescimento ou da idade óssea. É comum entre os 6 meses e 2 anos de idade.
A idade óssea (radiografia de punho e mão esquerda) avalia se há avanço da maturação esquelética. Se a idade óssea estiver compatível com a idade cronológica, reforça o diagnóstico de variante benigna. Se estiver avançada, sugere puberdade precoce verdadeira.
A telarca isolada não exige tratamento, apenas acompanhamento clínico. O tratamento com análogos de GnRH só é indicado se houver diagnóstico confirmado de Puberdade Precoce Central, com aceleração do crescimento e risco de perda de estatura final.
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