INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Menina, 6 anos, é levada ao ginecologista pela mãe, pois observou surgimento de broto mamário, bilateralmente, há 2 meses. Exame físico: 20kg; 110cm; mamas estágio M2 de Tanner; pelos pubianos P1 de Tanner; genitália externa sem sinais de virilização. Exames laboratoriais: LH = 0,2UI/L; E2 = 5pg/mL. RX de mão e punho: compatível com a idade cronológica. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Menina < 8 anos com broto mamário isolado (M2, P1), LH/E2 baixos e idade óssea normal → Telarca Precoce Isolada.
A telarca precoce isolada é caracterizada pelo desenvolvimento mamário antes dos 8 anos em meninas, sem outros sinais de puberdade (pelos pubianos, aumento de clitóris, aceleração do crescimento) e com exames hormonais (LH, estradiol) e idade óssea compatíveis com a idade cronológica. É uma condição benigna que não requer tratamento específico.
A puberdade precoce é definida como o aparecimento de caracteres sexuais secundários antes dos 8 anos em meninas e antes dos 9 anos em meninos. Dentro desse espectro, a telarca precoce isolada é uma variante benigna e a forma mais comum de desenvolvimento puberal precoce em meninas. Ela se caracteriza pelo surgimento isolado do broto mamário, sem outros sinais de puberdade, como o aparecimento de pelos pubianos (pubarca), menarca ou aceleração do crescimento. A etiologia exata é incerta, mas acredita-se que envolva uma sensibilidade aumentada da glândula mamária a níveis muito baixos de estrogênio ou flutuações transitórias nos níveis hormonais. O diagnóstico diferencial é crucial para distinguir a telarca precoce isolada de condições mais sérias, como a puberdade precoce central (dependente de GnRH) ou a puberdade precoce periférica (independente de GnRH). A avaliação inclui um exame físico detalhado para estadiamento de Tanner, medição de altura e peso, e exames complementares como dosagens hormonais (LH, FSH, estradiol) e radiografia de mão e punho para avaliação da idade óssea. Na telarca precoce isolada, os níveis de LH e estradiol são pré-puberais, e a idade óssea é compatível com a idade cronológica, ao contrário da puberdade precoce central, onde há elevação de LH e idade óssea avançada. O manejo da telarca precoce isolada consiste principalmente em tranquilizar os pais e realizar acompanhamento clínico periódico para monitorar a progressão dos sinais puberais e o crescimento. Não há necessidade de tratamento medicamentoso, pois a condição é benigna e geralmente regride espontaneamente ou permanece estável. É fundamental educar a família sobre a natureza da condição e os sinais de alerta que indicariam a necessidade de uma reavaliação mais aprofundada, como o surgimento de outros caracteres sexuais secundários ou aceleração do crescimento.
O diagnóstico de telarca precoce isolada é feito em meninas com desenvolvimento mamário antes dos 8 anos, sem outros sinais de puberdade (como pubarca, menarca, aceleração do crescimento), com níveis basais de LH e estradiol baixos (pré-puberais) e idade óssea compatível com a idade cronológica. É uma condição benigna e não progressiva.
A telarca precoce isolada se diferencia da puberdade precoce central pela ausência de progressão dos sinais puberais, ausência de pelos pubianos, ausência de aceleração do crescimento e, principalmente, por níveis basais de LH e estradiol pré-puberais e idade óssea compatível com a cronológica. Na puberdade precoce central, há ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, com elevação de LH após teste com GnRH e idade óssea avançada.
Não, a telarca precoce isolada é uma condição benigna e autolimitada que geralmente não requer tratamento. O acompanhamento clínico é importante para garantir que não haja progressão para puberdade precoce central, mas na maioria dos casos, o desenvolvimento mamário regride ou permanece estável sem intervenção.
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