Telarca Precoce em Meninas: Avaliação Hormonal Completa

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Menina de 6 anos é trazida à consulta pediátrica pois relata aparecimento de mamas há 3 meses. Nega aparecimento de pelos, sangramento vaginal e outras queixas. Ao exame físico: peso P45 da curva de peso; altura: P75 da curva de estatura; Tunner: M3P1, vulva infantil sem sinais de desenvolvimento e ausência de secreção em intróito vaginal. Qual o conjunto de exames que melhor corresponde à avaliação inicial para o caso?

Alternativas

  1. A) Idade óssea, LH, TSH e estradiol.
  2. B) FSH, LH, estradiol e prolactina.
  3. C) FSH, TSH, prolactina e ultrassom pélvico. 
  4. D) Idade óssea, FSH, LH e testosterona.
  5. E) FSH,TSH, estradiol, prolactina e testosterona.

Pérola Clínica

Telarca precoce: avaliar idade óssea, FSH, LH, estradiol, TSH, prolactina e testosterona para diferenciar causas.

Resumo-Chave

Em uma menina de 6 anos com telarca precoce (M3P1) e ausência de outros sinais puberais, a avaliação inicial deve ser abrangente para diferenciar entre telarca precoce isolada (benigna) e puberdade precoce verdadeira (central) ou pseudopuberdade precoce (periférica). A dosagem de FSH, LH, estradiol, TSH, prolactina e testosterona é essencial para investigar o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e outras causas endócrinas.

Contexto Educacional

A telarca precoce é definida como o desenvolvimento mamário em meninas antes dos 8 anos de idade. É uma condição relativamente comum, que pode ser benigna (telarca precoce isolada) ou um sinal de puberdade precoce verdadeira (central) ou pseudopuberdade precoce (periférica). A diferenciação é crucial para o manejo adequado e para evitar ansiedade desnecessária aos pais e à criança. A prevalência da telarca precoce isolada é maior, mas a puberdade precoce central exige intervenção para evitar comprometimento da estatura final e problemas psicossociais. A fisiopatologia da telarca precoce isolada é incerta, mas acredita-se que envolva uma sensibilidade aumentada da glândula mamária a níveis baixos de estrogênio ou uma ativação transitória do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A avaliação diagnóstica inclui anamnese detalhada, exame físico com estadiamento de Tanner, idade óssea e um painel hormonal abrangente. A dosagem de FSH, LH, estradiol, testosterona, TSH e prolactina é fundamental para investigar a ativação do eixo, fontes periféricas de hormônios sexuais e outras disfunções endócrinas que podem mimetizar ou contribuir para o quadro. O tratamento depende da causa subjacente. A telarca precoce isolada geralmente não requer tratamento e regride espontaneamente ou permanece estável. A puberdade precoce central é tratada com análogos do GnRH para suprimir a progressão puberal. É vital monitorar a progressão dos sinais puberais e a idade óssea para garantir que o diagnóstico inicial esteja correto e que qualquer progressão para puberdade precoce seja identificada e tratada precocemente, otimizando o prognóstico de estatura e o desenvolvimento psicossocial da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos na avaliação de uma menina com telarca precoce?

A avaliação inicial de telarca precoce inclui anamnese detalhada, exame físico completo (estadiamento de Tanner), idade óssea e dosagens hormonais de FSH, LH, estradiol, TSH, prolactina e testosterona para investigar a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e outras causas endócrinas.

Como diferenciar telarca precoce isolada de puberdade precoce central?

A telarca precoce isolada é um desenvolvimento mamário benigno sem outros sinais de puberdade e com idade óssea compatível com a idade cronológica. A puberdade precoce central envolve a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, com progressão de outros caracteres sexuais, idade óssea avançada e níveis elevados de FSH e LH (principalmente após teste de GnRH).

Por que o TSH e a prolactina são importantes na investigação de telarca precoce?

O hipotireoidismo primário grave pode causar telarca e galactorreia devido à elevação do TSH, que tem alguma atividade sobre os receptores de FSH. A prolactina é importante para descartar hiperprolactinemia, que pode estar associada a galactorreia e, em casos raros, a massas hipofisárias.

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