Telangiectasia Macular Tipo 2: Diagnóstico e Achados

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Paciente de 50 anos de idade, hígido, teve os resultados da retinografia colorida (Figura A), angiofluoresceinografia (Figura B) e tomografia de coerência óptica macular (Figura C), conforme as imagens abaixo, para investigação de alteração microvascular macular. Considere que os achados apresentados sejam semelhantes em ambos olhos. Qual achado fundoscópico poderia reforçar o diagnóstico mais provável deste paciente?

Alternativas

  1. A) Espículas ósseas periféricas.
  2. B) Neovasos de retina periférica.
  3. C) Retinosquise periférica.
  4. D) Vaso em ângulo reto macular.

Pérola Clínica

MacTel Tipo 2 → Vasos em ângulo reto + perda de transparência foveal temporal.

Resumo-Chave

A Telangiectasia Macular Tipo 2 (MacTel 2) é uma condição bilateral idiopática caracterizada por telangiectasias perifoveais, frequentemente associada a vasos que mergulham verticalmente (ângulo reto).

Contexto Educacional

A Telangiectasia Macular Tipo 2 (MacTel 2) é atualmente compreendida como uma doença neurodegenerativa primária com manifestações vasculares secundárias. Afeta tipicamente pacientes na quinta ou sexta década de vida. A fisiopatologia envolve a perda de células de Müller e fotorreceptores, levando à formação de cavidades atróficas que podem ser confundidas com edema macular cistoide. O diagnóstico baseia-se na combinação de achados: perda de transparência retiniana temporal à fóvea, pigmentação focal, vasos em ângulo reto e, em estágios avançados, neovascularização sub-retiniana. A identificação correta é crucial para evitar tratamentos desnecessários com anti-VEGF para 'edema' que, na verdade, é atrofia, reservando as injeções apenas para os casos de neovascularização comprovada.

Perguntas Frequentes

O que são os vasos em ângulo reto no MacTel 2?

Os vasos em ângulo reto são vênulas retinianas que se tornam tortuosas e mergulham abruptamente da rede capilar superficial para as camadas mais profundas da retina na região perifoveal. Eles são um sinal clínico clássico e patognomônico da Telangiectasia Macular Tipo 2, visíveis tanto na fundoscopia quanto na angiofluoresceinografia.

Quais os achados típicos na angiofluoresceinografia (AFG)?

Na AFG, observa-se uma hiperfluorescência telangiectásica difusa, geralmente iniciando-se na região temporal à fóvea. Diferente do edema macular clássico, o extravasamento é tardio e não costuma formar o padrão petaloide típico. A presença de vasos em ângulo reto e a dilatação capilar perifoveal são marcos do diagnóstico.

Como o OCT auxilia no diagnóstico de MacTel 2?

O OCT revela cavidades hiporrefletivas (pseudo-cistos) nas camadas internas e externas da retina, que não estão associadas ao aumento da espessura macular (diferente do edema). Há também perda da zona elipsoide e atrofia das camadas neurais, refletindo a natureza neurodegenerativa da doença, possivelmente ligada à disfunção das células de Müller.

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