Telangiectasia Macular Tipo 2: Achados no OCT

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021

Enunciado

Entre as imagens de tomografia de coerência óptica de mácula, qual melhor representa achados de telangiectasia macular idiopática?

Alternativas

  1. A) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/oftalmologia/2021/alt-2021-teorico-pratica-045-1.png
  2. B) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/oftalmologia/2021/alt-2021-teorico-pratica-045-2.png
  3. C) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/oftalmologia/2021/alt-2021-teorico-pratica-045-3.png
  4. D) https://bxedpdmgvgatjdfxgxij.supabase.co/storage/v1/object/public/questoes/oftalmologia/2021/alt-2021-teorico-pratica-045-4.png

Pérola Clínica

MacTel Tipo 2 no OCT → Cavitações hiporrefletivas (espaços vazios) sem edema + perda da zona elipsoide.

Resumo-Chave

A Telangiectasia Macular Idiopática Tipo 2 (MacTel 2) é uma doença neurodegenerativa onde o OCT revela cavitações intra-retinianas que não são preenchidas por fluido (edema), mas sim por perda tecidual.

Contexto Educacional

A Telangiectasia Macular Idiopática Tipo 2 é uma condição bilateral, geralmente diagnosticada na 5ª ou 6ª década de vida. Ao contrário da Tipo 1, que é unilateral e aneurismática, a Tipo 2 foca na degeneração foveolar. O diagnóstico precoce depende da análise cuidadosa do OCT e da autofluorescência, onde a perda de pigmentos maculares (luteína e zeaxantina) é evidente. Clinicamente, o paciente apresenta metamorfopsia e perda lenta da visão central. No exame de fundo de olho, os achados podem ser sutis, como perda do brilho foveal ou vasos telangiectásicos temporais à fóvea. O reconhecimento das cavitações no OCT é fundamental para evitar tratamentos desnecessários com anti-VEGF em casos onde não há neovascularização ativa.

Perguntas Frequentes

Quais os principais achados da MacTel tipo 2 no OCT?

Os achados cardinais incluem a presença de cavitações hiporrefletivas nas camadas internas e externas da retina, que frequentemente não estão associadas a um aumento da espessura macular total (diferente do edema cistoide). Além disso, observa-se a perda ou descontinuidade da zona elipsoide (EZ) e o adelgaçamento da retina foveal. Em fases avançadas, pode haver migração pigmentar intra-retiniana e desenvolvimento de membranas neovasculares sub-retinianas.

Como diferenciar as cavitações da MacTel do edema macular?

No edema macular cistoide, os espaços císticos são causados por acúmulo de fluido e geralmente resultam em aumento da espessura retiniana (edema). Na MacTel tipo 2, as cavitações são consideradas 'espaços vazios' decorrentes da degeneração de células de Müller e fotorreceptores, ocorrendo muitas vezes com espessura retiniana normal ou reduzida (atrofia), sem a distorção arquitetural típica do acúmulo de líquido.

Qual a fisiopatologia da MacTel tipo 2?

Acredita-se que seja uma doença neurodegenerativa primária envolvendo a disfunção das células de Müller e perda de fotorreceptores, com alterações vasculares secundárias. Estudos recentes sugerem uma forte associação com baixos níveis sistêmicos de serina e esfingolipídios anormais, o que leva à morte celular na região macular.

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