FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
Dentre as técnicas descritas, são utilizadas em reparo de hérnias:
Técnicas clássicas de reparo de hérnias incluem Bassini, Shouldice e McVay, com Lichtenstein sendo a mais comum com tela.
As técnicas de reparo de hérnias variam entre abordagens com e sem uso de tela. Bassini, Shouldice e McVay são exemplos de reparos teciduais, enquanto Lichtenstein é a técnica mais difundida com tela, oferecendo menor taxa de recorrência.
O reparo de hérnias inguinais é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns realizados em todo o mundo. A escolha da técnica cirúrgica depende de múltiplos fatores, incluindo o tipo e tamanho da hérnia, a condição do paciente e a experiência do cirurgião. Historicamente, as técnicas de reparo tecidual, como Bassini, Shouldice e McVay, foram amplamente empregadas. A técnica de Bassini envolve a sutura do tendão conjunto ao ligamento inguinal, sendo uma das primeiras descrições de reparo anatômico. A técnica de Shouldice, desenvolvida no Canadá, é um reparo em múltiplas camadas que busca restaurar a anatomia da parede posterior do canal inguinal com alta taxa de sucesso e baixa recorrência, mas exige maior habilidade cirúrgica. A técnica de McVay, por sua vez, é indicada para hérnias inguinais diretas grandes e hérnias femorais, utilizando o ligamento de Cooper como ponto de fixação. Com o avanço da cirurgia, as técnicas com uso de tela, como a de Lichtenstein, tornaram-se o padrão ouro para o reparo de hérnias inguinais devido à sua simplicidade, menor dor pós-operatória e, crucialmente, taxas de recorrência significativamente mais baixas. Para residentes de cirurgia, é fundamental conhecer e compreender os princípios e indicações de cada uma dessas técnicas, tanto as teciduais quanto as protéticas, para oferecer o melhor tratamento aos pacientes.
As principais técnicas incluem Bassini, Shouldice, McVay (reparos teciduais) e Lichtenstein (reparo com tela). Outras abordagens incluem as técnicas laparoscópicas como TEP (Totalmente Extraperitoneal) e TAPP (Transabdominal Pré-Peritoneal).
Bassini envolve a sutura do tendão conjunto ao ligamento inguinal. Shouldice é uma técnica de reparo em quatro camadas, considerada um dos reparos teciduais mais fortes. McVay (ou Cooper) utiliza o ligamento de Cooper para fixação do tendão conjunto, sendo útil para hérnias femorais e inguinais diretas grandes.
A técnica de Lichtenstein é amplamente utilizada por ser um reparo sem tensão, que utiliza uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal. Isso resulta em menor dor pós-operatória e, principalmente, em taxas de recorrência significativamente mais baixas em comparação com os reparos teciduais.
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