FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
A cirurgia para reparo de hérnias, chamada “herniorrafia”, está entre um dos procedimentos mais realizados por cirurgiões. Considerando as principais técnicas cirúrgicas para reparo de hérnias, é INCORRETO afirmar:
Bassini: reparo com sutura de tecido próprio, sem tela. Lichtenstein: reparo sem tensão com tela. McVay: sutura ao ligamento de Cooper. Shouldice: reparo em 4 camadas.
A Técnica de Bassini é um reparo de hérnia inguinal que utiliza sutura de tecido próprio (músculo oblíquo interno, transverso e fáscia transversal) ao ligamento inguinal, sem o uso de tela. A alternativa C descreve incorretamente o uso de tela e a sutura ao ligamento de Thompson (trato iliopúbico) e ligamento inguinal, o que não corresponde à Bassini clássica.
As hérnias inguinais são uma das condições cirúrgicas mais comuns, e o reparo cirúrgico, ou herniorrafia, possui diversas técnicas desenvolvidas ao longo da história da cirurgia. O conhecimento dessas técnicas é fundamental para cirurgiões e residentes, pois cada uma possui princípios, indicações e resultados específicos. A evolução das técnicas buscou reduzir a tensão na linha de sutura, principal causa de recidiva. Historicamente, técnicas como a de Bassini e Shouldice representam os reparos de tecido próprio. A Técnica de Bassini envolve a sutura do músculo oblíquo interno, transverso e fáscia transversal ao ligamento inguinal, sem o uso de tela. A Técnica de Shouldice é um reparo mais complexo, em quatro camadas, que também utiliza suturas de tecido próprio e é reconhecida por suas baixas taxas de recidiva. Já a Técnica de McVay (ou Ligamento de Cooper) é uma opção para hérnias femorais e inguinais diretas grandes, aproximando a aponeurose do transverso ao ligamento de Cooper. A introdução das telas protéticas revolucionou a cirurgia de hérnias, popularizando os reparos "sem tensão". A Técnica de Lichtenstein é o exemplo mais proeminente, utilizando uma tela para reforçar a parede posterior do canal inguinal, o que diminui significativamente a taxa de recidiva e o desconforto pós-operatório em comparação com as técnicas de sutura de tecido próprio. A escolha da técnica depende de fatores como o tipo e tamanho da hérnia, experiência do cirurgião e condições do paciente, sendo um tópico de constante debate e aprimoramento na prática cirúrgica.
A principal diferença é que a técnica de Bassini é um reparo com sutura de tecido próprio, sem o uso de tela, enquanto a técnica de Lichtenstein é um reparo "sem tensão" que utiliza uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal.
A Técnica de McVay (ou reparo de Cooper) envolve a aproximação da margem da aponeurose do transverso do abdome ao ligamento de Cooper (pectíneo) e ao trato iliopúbico, sendo útil para hérnias femorais e inguinais diretas grandes.
A Técnica de Shouldice é um reparo em quatro camadas da parede posterior do canal inguinal, utilizando suturas contínuas de tecido próprio. É conhecida por ter baixas taxas de recidiva, mas é tecnicamente mais exigente que os reparos com tela.
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