UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Sobre as hérnias de parede abdominal, assinale a alternativa CORRETA:
TEP: técnica laparoscópica sem violação peritoneal, tela no espaço pré-peritoneal; Lichtenstein é sem tensão; Amyand = apêndice.
A técnica laparoscópica Totalmente Extraperitoneal (TEP) para hérnias inguinais é correta por não violar a cavidade peritoneal e posicionar a tela no espaço pré-peritoneal. A hérnia de Amyand contém o apêndice, e a técnica de Lichtenstein é um reparo sem tensão, ao contrário de Bassini que é com tensão.
As hérnias da parede abdominal representam uma das patologias cirúrgicas mais comuns, sendo um tema de grande importância para a formação de residentes em cirurgia geral. O conhecimento das diferentes classificações, tipos de hérnias e, principalmente, das técnicas cirúrgicas disponíveis é fundamental para o manejo adequado dos pacientes, a escolha da melhor abordagem e a prevenção de complicações e recidivas. A hérnia de Amyand é uma variação anatômica rara e clinicamente relevante, onde o apêndice vermiforme se encontra dentro do saco herniário inguinal, podendo estar inflamado ou não. A classificação de Nyhus é amplamente utilizada para categorizar as hérnias inguinais com base na anatomia e no tamanho do defeito, auxiliando na escolha da técnica cirúrgica. As técnicas de reparo podem ser divididas em com tensão (como Bassini e Shouldice) e sem tensão (como Lichtenstein e as abordagens laparoscópicas). A técnica de Lichtenstein, um reparo sem tensão com tela, é considerada o padrão-ouro para hérnias inguinais abertas devido à sua baixa taxa de recidiva e menor dor pós-operatória. As abordagens laparoscópicas, como a Totalmente Extraperitoneal (TEP) e a Transabdominal Pré-Peritoneal (TAPP), oferecem vantagens como menor dor, recuperação mais rápida e melhor resultado estético, sendo a TEP particularmente vantajosa por não violar a cavidade peritoneal. O domínio dessas técnicas e seus princípios é essencial para a prática cirúrgica moderna.
A hérnia de Amyand é uma condição rara em que o apêndice vermiforme está contido dentro do saco herniário de uma hérnia inguinal. Pode apresentar-se com apendicite aguda dentro do saco herniário, o que complica o diagnóstico e o tratamento.
A principal vantagem da técnica Totalmente Extraperitoneal (TEP) é que ela permite o reparo da hérnia inguinal por via laparoscópica sem violar a cavidade peritoneal. Isso reduz o risco de aderências intra-abdominais e complicações relacionadas à manipulação de órgãos viscerais.
A técnica de Bassini é um reparo com tensão, onde os tecidos do paciente (tendão conjunto) são suturados ao ligamento inguinal. Já a técnica de Lichtenstein é um reparo sem tensão, que utiliza uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal, resultando em menor dor pós-operatória e menor taxa de recidiva.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo