HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2021
O desenho abaixo representa o tratamento cirúrgico de hipertensão portal através de qual técnica?
Sugiura-Futagawa = Desvascularização esofagogástrica + esplenectomia para hipertensão portal.
A técnica de Sugiura-Futagawa é um procedimento cirúrgico não-shunt para tratamento da hipertensão portal, especialmente em casos de hemorragia por varizes esofágicas. Envolve uma extensa desvascularização da junção esofagogástrica, esplenectomia e, por vezes, transecção esofágica, visando reduzir o fluxo sanguíneo nas varizes.
A hipertensão portal é uma complicação grave de diversas doenças hepáticas, caracterizada pelo aumento da pressão na veia porta, que pode levar à formação de varizes esofágicas e gástricas com alto risco de sangramento. O tratamento da hipertensão portal visa prevenir e controlar a hemorragia varicosa, que é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes cirróticos. Existem diversas abordagens terapêuticas para a hipertensão portal, incluindo tratamento endoscópico (ligadura elástica, escleroterapia), farmacológico (betabloqueadores), radiológico (TIPS - Shunt Portossistêmico Intra-hepático Transjugular) e cirúrgico. As técnicas cirúrgicas podem ser divididas em shunts (derivações portossistêmicas) e procedimentos não-shunts, como a desvascularização esofagogástrica. A técnica de Sugiura-Futagawa é um procedimento cirúrgico não-shunt que envolve uma extensa desvascularização da junção esofagogástrica, esplenectomia e, por vezes, transecção esofágica. É particularmente útil em pacientes com boa função hepática e varizes esofágicas refratárias ao tratamento endoscópico, especialmente em regiões onde a esquistossomose é endêmica. Residentes devem compreender as indicações, os princípios técnicos e as potenciais complicações dessa e de outras abordagens cirúrgicas para a hipertensão portal.
O principal objetivo da cirurgia de Sugiura-Futagawa é controlar a hemorragia por varizes esofágicas e gástricas em pacientes com hipertensão portal, através de uma extensa desvascularização da região esofagogástrica e esplenectomia, sem criar uma derivação portossistêmica.
A técnica é indicada principalmente para pacientes com hipertensão portal e hemorragia por varizes esofágicas que não respondem ao tratamento endoscópico ou farmacológico, ou em casos onde as derivações portossistêmicas são contraindicadas ou falharam. É comum em pacientes com esquistossomose hepática.
Os componentes principais incluem a desvascularização completa do esôfago distal e do fundo gástrico, esplenectomia, e em algumas variações, a transecção e reanastomose do esôfago. O objetivo é eliminar as varizes e reduzir o fluxo sanguíneo para a área.
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