UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Sobre o tratamento cirúrgico das hérnias inguinais, não podemos afirmar:
Técnica de Shouldice para hérnia inguinal é reparo com tensão, suturando 4 planos musculares-aponeuróticos, não é livre de tensão.
A técnica de Shouldice é um reparo de hérnia inguinal que envolve a sutura de múltiplos planos de tecido muscular e aponeurótico, sendo, portanto, uma técnica com tensão. A afirmação de que é 'livre de tensão' está incorreta, pois as técnicas livres de tensão geralmente utilizam telas protéticas, como na técnica de Lichtenstein, para reforçar a parede posterior do canal inguinal sem estresse nos tecidos.
O tratamento cirúrgico das hérnias inguinais é um dos procedimentos mais comuns na cirurgia geral, com diversas técnicas desenvolvidas ao longo do tempo. A escolha da técnica depende de fatores como o tipo de hérnia (direta, indireta, femoral), idade do paciente, comorbidades e experiência do cirurgião. Em crianças, a grande maioria das hérnias inguinais é do tipo indireta, decorrente da persistência do processo vaginal. Nesses casos, a correção cirúrgica consiste primariamente na ligadura alta do saco herniário, com excelentes resultados e baixa taxa de recidiva. Em adultos, as técnicas de reparo podem ser classificadas em reparos com tensão e reparos livres de tensão. A técnica de Shouldice é um exemplo clássico de reparo com tensão, que envolve a sutura de quatro planos de estruturas musculares e aponeuróticas para reconstruir a parede posterior do canal inguinal. Embora tenha bons resultados, a tensão na sutura pode contribuir para a dor pós-operatória e, em alguns casos, para a recidiva. Em contraste, a técnica de Lichtenstein é o padrão-ouro para reparos livres de tensão, utilizando uma tela de polipropileno para reforçar a parede posterior sem estresse nos tecidos, o que resulta em menor dor e menor taxa de recidiva. A técnica de McVay, por sua vez, é uma opção para o reparo de hérnias femorais, onde o tendão conjunto é suturado ao ligamento de Cooper. Para o residente, é crucial compreender as indicações, os princípios anatômicos e as vantagens e desvantagens de cada técnica, especialmente a diferença entre reparos com e sem tensão, para otimizar os resultados cirúrgicos e minimizar as complicações. A afirmação de que a técnica de Shouldice é livre de tensão é incorreta, sendo um ponto importante a ser dominado para provas e prática clínica.
A principal diferença é que a técnica de Shouldice é um reparo com tensão, que envolve a sutura de múltiplos planos de tecidos musculares e aponeuróticos. Já a técnica de Lichtenstein é um reparo livre de tensão, que utiliza uma tela de polipropileno para reforçar a parede posterior do canal inguinal, minimizando o risco de recidiva.
As hérnias inguinais em crianças são quase sempre indiretas porque resultam da persistência do processo vaginal, uma evaginação do peritônio que acompanha o testículo em sua descida. Em adultos, as hérnias diretas são mais comuns e resultam do enfraquecimento da parede posterior do canal inguinal.
A técnica de McVay (ou Cooper) é classicamente indicada para o tratamento de hérnias femorais, onde o ligamento de Cooper é utilizado para suturar o tendão conjunto, reforçando a região do anel femoral. Pode ser usada também em hérnias inguinais diretas grandes ou recidivadas.
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