Punção Venosa Central: Técnica de Seldinger e Complicações

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025

Enunciado

Você é plantonista de uma sala de emergência e recebe o plantão com um paciente com diagnóstico de pneumonia e sepse. Para condução adequada do caso, você decide realizar uma punção venosa central para administração de medicamentos. Ciente que este procedimento requer conhecimento adequado da anatomia, relativa prática técnica e reconhecimento das suas complicações e seus respectivos manejos, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Na técnica de Seldinger, o fio-guia deve ser retirado antes da inserção do catéter na veia previamente puncionada.
  2. B) A punção da veia femoral apresenta maior risco de infecção do catéter e de trombose venosa profunda quando comparada com a punção da veia subclávia.
  3. C) A punção venosa profunda guiada por ultrassonografia diminui consideravelmente os riscos de falha na punção, punção arterial e pneumotórax.
  4. D) A punção da veia subclávia apresenta maior risco complicações mecânicas como o pneumotórax quando comparada com a punção da veia jugular interna.

Pérola Clínica

Seldinger: cateter sobre fio-guia; fio-guia NÃO é retirado antes da inserção do cateter.

Resumo-Chave

A técnica de Seldinger é fundamental para a inserção de cateteres venosos centrais, onde o cateter é avançado sobre o fio-guia já posicionado na veia. Retirar o fio-guia antes da inserção do cateter é um erro técnico que impede o procedimento correto e aumenta riscos.

Contexto Educacional

A punção venosa central é um procedimento crítico em emergências e terapia intensiva, essencial para administração de medicamentos, monitorização hemodinâmica e nutrição parenteral. O domínio da técnica de Seldinger e o conhecimento das complicações são fundamentais para a segurança do paciente e a eficácia do tratamento. A escolha do sítio de punção deve considerar o perfil de risco-benefício individual, sendo a veia jugular interna e a subclávia as mais utilizadas, com a femoral reservada para situações específicas. A compreensão anatômica detalhada é crucial para evitar complicações graves como pneumotórax, hemotórax e punção arterial. A utilização da ultrassonografia tem se tornado padrão-ouro, melhorando as taxas de sucesso e reduzindo as complicações mecânicas. É vital que o residente esteja apto a reconhecer e manejar prontamente as intercorrências, como sangramentos, arritmias ou sinais de infecção, que podem comprometer a vida do paciente. Além da técnica, a prevenção de infecções relacionadas ao cateter é uma prioridade, exigindo rigorosa assepsia durante a inserção e manutenção. A vigilância para sinais de trombose venosa profunda associada ao cateter também é importante, especialmente em pacientes críticos. Este conhecimento é indispensável para a prática segura e eficaz em ambientes de alta complexidade.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações da punção venosa central?

As principais complicações incluem pneumotórax (especialmente na subclávia), punção arterial, hematoma, infecção do cateter, trombose venosa profunda e arritmias cardíacas durante a inserção do fio-guia.

Por que a ultrassonografia é recomendada para punção venosa profunda?

A ultrassonografia diminui significativamente o risco de falha na punção, punção arterial e pneumotórax, pois permite a visualização direta da veia e estruturas adjacentes, guiando a agulha em tempo real.

Qual a diferença de risco entre punção femoral, jugular e subclávia?

A punção femoral tem maior risco de infecção e trombose. A subclávia tem maior risco de pneumotórax e hemotórax. A jugular interna, quando guiada por USG, é frequentemente preferida por ter um perfil de risco mecânico mais favorável que a subclávia e menor risco de infecção/trombose que a femoral.

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