CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Você é plantonista de uma sala de emergência e recebe o plantão com um paciente com diagnóstico de pneumonia e sepse. Para condução adequada do caso, você decide realizar uma punção venosa central para administração de medicamentos. Ciente que este procedimento requer conhecimento adequado da anatomia, relativa prática técnica e reconhecimento das suas complicações e seus respectivos manejos, assinale a alternativa INCORRETA:
Seldinger: cateter sobre fio-guia; fio-guia NÃO é retirado antes da inserção do cateter.
A técnica de Seldinger é fundamental para a inserção de cateteres venosos centrais, onde o cateter é avançado sobre o fio-guia já posicionado na veia. Retirar o fio-guia antes da inserção do cateter é um erro técnico que impede o procedimento correto e aumenta riscos.
A punção venosa central é um procedimento crítico em emergências e terapia intensiva, essencial para administração de medicamentos, monitorização hemodinâmica e nutrição parenteral. O domínio da técnica de Seldinger e o conhecimento das complicações são fundamentais para a segurança do paciente e a eficácia do tratamento. A escolha do sítio de punção deve considerar o perfil de risco-benefício individual, sendo a veia jugular interna e a subclávia as mais utilizadas, com a femoral reservada para situações específicas. A compreensão anatômica detalhada é crucial para evitar complicações graves como pneumotórax, hemotórax e punção arterial. A utilização da ultrassonografia tem se tornado padrão-ouro, melhorando as taxas de sucesso e reduzindo as complicações mecânicas. É vital que o residente esteja apto a reconhecer e manejar prontamente as intercorrências, como sangramentos, arritmias ou sinais de infecção, que podem comprometer a vida do paciente. Além da técnica, a prevenção de infecções relacionadas ao cateter é uma prioridade, exigindo rigorosa assepsia durante a inserção e manutenção. A vigilância para sinais de trombose venosa profunda associada ao cateter também é importante, especialmente em pacientes críticos. Este conhecimento é indispensável para a prática segura e eficaz em ambientes de alta complexidade.
As principais complicações incluem pneumotórax (especialmente na subclávia), punção arterial, hematoma, infecção do cateter, trombose venosa profunda e arritmias cardíacas durante a inserção do fio-guia.
A ultrassonografia diminui significativamente o risco de falha na punção, punção arterial e pneumotórax, pois permite a visualização direta da veia e estruturas adjacentes, guiando a agulha em tempo real.
A punção femoral tem maior risco de infecção e trombose. A subclávia tem maior risco de pneumotórax e hemotórax. A jugular interna, quando guiada por USG, é frequentemente preferida por ter um perfil de risco mecânico mais favorável que a subclávia e menor risco de infecção/trombose que a femoral.
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