ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 38 anos, submetido a laparotomia xifopubiana por trauma penetrante há cerca de 8 anos, apresenta hérnia incisional mediana suprapúbica de cerca de 15 cm (longitudinal) por 5 cm (transverso). Dentre as técnicas de reparo herniário, a mais indicada é:
Hérnia incisional complexa → Rives-Stoppa (tela retromuscular) é o padrão-ouro.
A técnica de Rives-Stoppa posiciona a tela no espaço retromuscular (atrás do reto abdominal e à frente da bainha posterior), oferecendo excelente reforço e baixas taxas de recidiva.
O tratamento de hérnias incisionais grandes (como a descrita de 15x5 cm) exige uma estratégia que minimize a tensão e maximize a integração da tela. A técnica de Rives-Stoppa é amplamente considerada o 'gold standard' para hérnias da linha média. Ao utilizar o espaço retromuscular, o cirurgião aproveita uma área ricamente vascularizada que favorece a integração da tela e a cicatrização. Comparada à técnica 'onlay' (supra-aponeurótica), a Rives-Stoppa apresenta menos complicações de ferida operatória, como seromas e infecções, pois a tela não fica em contato direto com o tecido subcutâneo. Em relação à técnica 'inlay' (em ponte), a Rives-Stoppa é superior por evitar o contato da tela com as alças intestinais e por reconstruir a funcionalidade da linha média abdominal.
A técnica consiste na colocação de uma prótese (tela) no espaço retromuscular, ou seja, entre o músculo reto abdominal e a sua bainha posterior/fáscia transversal. A tela é fixada nesse espaço, permitindo que a pressão intra-abdominal ajude a mantê-la no lugar (princípio de Pascal), o que reduz a tensão na linha de sutura.
As principais vantagens incluem: menor taxa de recidiva em comparação às técnicas onlay ou inlay, proteção da tela contra infecções superficiais pela cobertura muscular, e ausência de contato direto da tela com as vísceras (quando a bainha posterior é fechada), reduzindo o risco de fístulas e aderências.
A separação de componentes (técnica de Ramirez) é indicada para hérnias incisionais muito grandes com perda de domicílio, onde não é possível aproximar a linha média apenas com a dissecção retromuscular. Ela permite o deslizamento medial dos músculos para o fechamento do defeito aponeurótico.
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