Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Para o reparo de hérnia inguinal, a técnica de Lichtenstein envolve o(a)
Técnica de Lichtenstein = reparo de hérnia inguinal com tela sintética sem tensão.
A técnica de Lichtenstein é o padrão-ouro para o reparo de hérnias inguinais, caracterizada pela colocação de uma tela sintética (geralmente de polipropileno) sobre o defeito da parede abdominal, reforçando-a sem tensão e reduzindo a taxa de recorrência.
A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais comuns, e seu reparo é um procedimento frequentemente realizado por cirurgiões gerais. A evolução das técnicas cirúrgicas buscou reduzir a dor pós-operatória e, principalmente, a taxa de recorrência, que era um problema significativo com as técnicas mais antigas baseadas apenas em suturas. A técnica de Lichtenstein, introduzida na década de 1980, revolucionou o tratamento da hérnia inguinal ao propor um reparo 'sem tensão'. Este método envolve a colocação de uma tela sintética (geralmente de polipropileno) sobre o defeito herniário, reforçando a parede posterior do canal inguinal. A tela é fixada aos tecidos adjacentes, como o ligamento inguinal e o músculo oblíquo interno, criando uma barreira robusta contra a protrusão do conteúdo abdominal. Este reparo sem tensão minimiza a dor pós-operatória e, crucialmente, diminui drasticamente a taxa de recorrência da hérnia em comparação com as técnicas de sutura (como Bassini ou Shouldice), que causam tensão nos tecidos. A técnica de Lichtenstein é amplamente aceita como o padrão-ouro para o reparo aberto de hérnias inguinais devido à sua eficácia e bons resultados a longo prazo.
A principal vantagem é o reparo 'sem tensão' (tension-free), que utiliza uma tela sintética para reforçar a parede abdominal, resultando em menor dor pós-operatória e uma taxa de recorrência significativamente mais baixa em comparação com as técnicas de sutura.
A tela mais comumente utilizada é de polipropileno, um material sintético inerte que é bem tolerado pelo corpo e fornece um reforço duradouro à parede abdominal.
As complicações podem incluir infecção da tela, dor crônica (neuropatia), migração da tela, rejeição e formação de seroma. No entanto, a incidência dessas complicações é relativamente baixa.
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