PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
A hérnia inguinal é uma das afecções cirúrgicas mais comuns do adulto e seu conhecimento anatômico é fundamental para a escolha do reparo a ser realizado. Em relação ao reparo cirúrgico das hérnias inguinais, assinale a alternativa CORRETA.
Lichtenstein = Reparo 'tension-free' padrão-ouro que SEMPRE utiliza tela de reforço.
A técnica de Lichtenstein revolucionou o tratamento das hérnias inguinais ao introduzir o uso rotineiro de telas, eliminando a tensão nas suturas e reduzindo a dor e a recidiva.
O conhecimento das técnicas cirúrgicas é essencial para o tratamento da hérnia inguinal, a cirurgia mais realizada na cirurgia geral. A técnica de Lichtenstein é o padrão comparativo para todos os novos métodos. Outras técnicas como a de Shouldice (imbricação de camadas) ainda são usadas em casos específicos sem tela, mas com resultados inferiores em termos de recidiva. A classificação de Nyhus ajuda a guiar a escolha: Tipo I e II (indiretas), Tipo III (defeitos na parede posterior/diretas/femorais) e Tipo IV (recorrentes).
A técnica de Lichtenstein é um reparo por via aberta, anterior, que utiliza uma tela de material sintético (geralmente polipropileno) para reforçar a parede posterior do canal inguinal. É considerada 'tension-free' porque a tela é suturada sem aproximar tecidos sob tensão, o que reduziu drasticamente as taxas de recidiva.
A técnica de Stoppa (ou GPRVS) consiste na colocação de uma grande tela no espaço pré-peritoneal para cobrir todos os orifícios herniários potenciais. É indicada principalmente para hérnias bilaterais complexas, hérnias multirrecorrentes ou quando o acesso anterior está muito comprometido por fibrose.
Sim, em idosos com hérnias inguinais minimamente sintomáticas ou assintomáticas, o 'watchful waiting' (observação vigilante) é uma opção segura, pois o risco de encarceramento é baixo. No entanto, hérnias femorais devem sempre ser operadas devido ao alto risco de estrangulamento, independentemente da idade.
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