ENARE/ENAMED — Prova 2025
A técnica Lichtenstein tem sido associada a baixas taxas de recorrência e é considerada uma abordagem padrão para o tratamento das hérnias. Em relação a essa técnica, é correto afirmar que:
Lichtenstein = Padrão-ouro 'tension-free' com tela para hérnia inguinal.
A técnica de Lichtenstein utiliza uma malha sintética para reforçar a parede posterior do canal inguinal sem tracionar os tecidos, reduzindo dor e recidiva.
A técnica de Lichtenstein revolucionou o tratamento das hérnias inguinais ao introduzir o uso rotineiro de telas de polipropileno. Ao reforçar a fáscia transversalis sem criar tensão nas linhas de sutura, a técnica permitiu uma recuperação mais rápida e taxas de recidiva inferiores a 1% em centros especializados. É considerada a técnica 'aberta' padrão-ouro pela facilidade de aprendizado e excelentes resultados a longo prazo. O procedimento envolve a abertura da aponeurose do oblíquo externo, isolamento do saco herniário e fixação da tela sobre o assoalho do canal inguinal.
O conceito baseia-se na correção do defeito herniário sem a aproximação forçada de estruturas anatômicas sob tensão. Em vez disso, uma tela sintética é fixada para cobrir o defeito, o que reduz drasticamente a dor pós-operatória e o risco de recorrência.
Durante a dissecção do canal inguinal na técnica de Lichtenstein, o cirurgião deve identificar e proteger os nervos ilio-hipogástrico, ilioinguinal e o ramo genital do nervo genitofemoral para evitar neuralgia crônica.
Sim, pode ser utilizada, mas em casos de hérnias bilaterais ou recidivantes, as diretrizes internacionais (como as do International Hernia Collaboration) frequentemente sugerem a abordagem laparoscópica (TAPP ou TEP) como alternativa preferencial.
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