CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Os três passos abaixo correspondem à descrição de qual técnica cirúrgica: I. Incisão de pele infracilar a 3mm da linha dos cílios estendendo-se horizontalmente por 2/3 da pálpebra lI. Dissecção de musculatura orbicular, com exposição da placa tarsal e da musculatura retratora da pálpebra inferior III. Sutura com fio seda com quatro pontos simples separados, incluindo margem de pele inferior, musculatura retratora, placa tarsal e margem superior da pele
Incisão infraciliar + reinserção dos retratores no tarso = Técnica de Jones para entrópio involucional.
A técnica de Jones corrige o entrópio involucional ao reestabelecer a conexão entre os retratores da pálpebra inferior e a placa tarsal, impedindo a rotação interna da margem.
A cirurgia de entrópio involucional visa corrigir os fatores etiológicos da senescência palpebral. A técnica de Jones é uma das abordagens mais clássicas, focando especificamente na desinserção dos retratores. O procedimento envolve uma incisão infraciliar, identificação da fáscia capsulopalpebral (equivalente ao elevador na pálpebra superior) e sua fixação firme ao tarso. Frequentemente, essa técnica é associada a procedimentos de encurtamento horizontal (como o Tarsal Strip) para tratar a laxidão concomitante, garantindo resultados mais duradouros e evitando a recidiva da inversão palpebral.
O entrópio involucional é causado pelo envelhecimento, resultando em laxidão horizontal da pálpebra, desinserção ou atenuação dos retratores da pálpebra inferior (fáscia capsulopalpebral) e ascensão do músculo orbicular pré-septal sobre o pré-tarsal, o que causa a inversão da margem palpebral em direção ao globo ocular.
A técnica de Jones foca na reinserção dos retratores da pálpebra inferior na borda inferior da placa tarsal. Ao realizar a sutura que engloba a pele, os retratores e o tarso, cria-se uma barreira cicatricial e mecânica que impede que o músculo orbicular deslize para cima e que a margem palpebral vire para dentro.
No entrópio, a margem palpebral vira-se para dentro, levando os cílios a tocarem o globo ocular (triquíase secundária), causando dor e risco de úlcera de córnea. No ectrópio, a margem vira-se para fora, expondo a conjuntiva palpebral e causando lacrimejamento e ceratite de exposição.
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