UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2016
Ao atender uma criança de quatro anos com história de tosse e sibilância recorrente há dois anos, o médico faz diagnóstico de asma persistente moderada e prescreve tratamento de manutenção com corticosteroide inalatório. A técnica inalatória mais indicada para essa criança é:
Asma infantil: Corticosteroide inalatório + espaçador é a técnica ideal para < 5 anos.
Para crianças pequenas (geralmente < 5-6 anos) com asma, o inalador dosimetrado (nebulímetro pressurizado) acoplado a um espaçador com máscara ou bocal é a técnica mais eficaz e de fácil uso, garantindo a deposição pulmonar adequada do medicamento e minimizando a deposição orofaríngea.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. O tratamento de manutenção, especialmente em casos de asma persistente moderada, baseia-se no uso regular de corticosteroides inalatórios para controlar a inflamação e prevenir exacerbações. A escolha da técnica inalatória é crucial para a eficácia do tratamento, especialmente na população pediátrica, onde a coordenação e a capacidade de gerar fluxo inspiratório adequado podem ser limitadas. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O diagnóstico em crianças é clínico, baseado na história de sibilância, tosse e dispneia recorrentes, especialmente noturnas ou desencadeadas por exercícios. A escolha do dispositivo inalatório deve considerar a idade da criança, sua capacidade de coordenação e a gravidade da doença. Para crianças pequenas, a dificuldade em coordenar o disparo do inalador com a inspiração e a incapacidade de gerar um fluxo inspiratório forte para inaladores de pó seco são fatores limitantes. O tratamento da asma em crianças visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações. O uso de um inalador dosimetrado (nebulímetro pressurizado) com espaçador é a técnica de escolha para crianças menores, pois facilita a administração do medicamento, melhora a deposição pulmonar e reduz os efeitos colaterais locais. É fundamental que os pais ou cuidadores recebam treinamento adequado sobre a técnica correta de uso do espaçador para garantir a adesão e a eficácia terapêutica. A monitorização regular e o ajuste do tratamento são essenciais para otimizar o controle da asma.
Para crianças menores de 5-6 anos, a técnica mais indicada é o inalador dosimetrado (nebulímetro pressurizado) acoplado a um espaçador, preferencialmente com máscara, para otimizar a deposição pulmonar do medicamento.
O espaçador reduz a velocidade das partículas do aerossol, minimizando a deposição na orofaringe e aumentando a deposição pulmonar, além de facilitar a coordenação entre o disparo do inalador e a inspiração da criança.
Inaladores de pó seco (como aerolizer e turbohaler) geralmente não são recomendados para crianças pequenas, pois exigem um fluxo inspiratório forte e coordenado que elas não conseguem realizar de forma eficaz.
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