UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Paciente em pré-operatório de colecistectomia videolaparoscópica apresenta laparotomia mediana xifo-pubiana prévia por perfuração de arma de fogo. A opção de acesso à cavidade peritoneal mais segura e indicada nesse caso é:
Cicatriz de laparotomia prévia → Acesso aberto (Técnica de Hasson).
Em pacientes com cirurgias abdominais prévias, o acesso aberto (Hasson) é preferível ao acesso cego (Veress) para reduzir o risco de lesões viscerais por aderências.
A criação do pneumoperitônio é o momento mais crítico da videolaparoscopia, sendo responsável por grande parte das complicações iatrogênicas. O 'abdome hostil' devido a cirurgias prévias, como a laparotomia xifo-pubiana mencionada, altera a anatomia da parede interna. A técnica de Hasson permite que o cirurgião confirme a ausência de aderências no local da inserção antes de colocar o trocarte. Essa abordagem reduz drasticamente a incidência de lesões de alça e grandes vasos, sendo a conduta padrão em casos de reoperação abdominal.
A técnica de Hasson, ou acesso aberto, consiste na realização de uma pequena incisão (geralmente umbilical), seguida de dissecção por planos sob visão direta até a abertura do peritônio. Um trocarte rombo é então introduzido e fixado com suturas para evitar o escape de gás, garantindo que a entrada na cavidade seja segura.
A agulha de Veress é inserida de forma cega. Em pacientes com cicatrizes prévias, há um alto risco de alças intestinais estarem aderidas à parede abdominal logo abaixo da cicatriz. A inserção cega pode resultar em perfuração inadvertida de vísceras ou lesões vasculares que não seriam imediatamente percebidas.
Sim, se a cicatriz umbilical for o local da cirurgia prévia, pode-se optar pelo Ponto de Palmer (no hipocôndrio esquerdo) para inserção da agulha de Veress ou realizar a técnica de Hasson em outro quadrante. No entanto, o acesso aberto continua sendo a estratégia mais segura recomendada pela maioria das sociedades de cirurgia.
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