HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023
Paciente de 70 anos com diagnóstico de úlcera perfurada de parede duodenal anterior, com peritonite difusa. Na cirurgia foi realizada a técnica de Graham que consiste em:
Úlcera duodenal perfurada + peritonite → Técnica de Graham = ulcerorrafia com epiplonplastia.
A técnica de Graham é o procedimento cirúrgico padrão para úlceras duodenais perfuradas, especialmente em emergências. Consiste em uma ulcerorrafia (fechamento da perfuração com suturas) e epiplonplastia (reforço da linha de sutura com um retalho de omento), visando selar a perfuração e prevenir vazamentos.
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica grave, frequentemente associada a peritonite difusa, que exige intervenção imediata. A úlcera duodenal anterior é o local mais comum de perfuração. A importância clínica reside na alta morbimortalidade se não tratada prontamente, e o conhecimento da técnica cirúrgica adequada é vital para residentes de cirurgia. A fisiopatologia da perfuração envolve a erosão completa da parede do órgão pela úlcera, permitindo o extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, levando à peritonite química e bacteriana. O diagnóstico é clínico (dor abdominal súbita e intensa, abdome em tábua) e radiológico (pneumoperitônio). A técnica de Graham, ou omentopexia de Graham, é o procedimento padrão-ouro para o reparo da úlcera duodenal perfurada. Ela consiste em uma ulcerorrafia (fechamento da perfuração com suturas) seguida de uma epiplonplastia, onde um retalho de omento é suturado sobre a linha de fechamento para reforçá-la e promover a cicatrização. O tratamento cirúrgico visa selar a perfuração, lavar a cavidade peritoneal e iniciar antibioticoterapia. A técnica de Graham é preferida por sua simplicidade e eficácia em um cenário de emergência. Para residentes, é fundamental dominar essa técnica, que é um pilar no manejo do abdome agudo perfurativo, garantindo um desfecho favorável para o paciente.
A técnica de Graham é indicada para o tratamento de úlceras pépticas perfuradas, especialmente as duodenais, que resultam em peritonite. É um procedimento de emergência para selar a perfuração e controlar a contaminação da cavidade abdominal.
A técnica envolve o fechamento da perfuração com suturas simples e, em seguida, a colocação de um retalho de omento (epiplon) sobre a linha de sutura, fixando-o com pontos. Este retalho de omento atua como um 'patch' biológico, reforçando o fechamento e promovendo a cicatrização.
A principal vantagem da técnica de Graham é sua simplicidade, rapidez e eficácia em uma situação de emergência, especialmente em pacientes instáveis ou com peritonite difusa. Ela minimiza o tempo cirúrgico e a morbidade em um contexto agudo, sendo o procedimento de escolha para a maioria das úlceras perfuradas.
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