Técnica de Graham: Reparo de Úlcera Duodenal Perfurada

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 70 anos com diagnóstico de úlcera perfurada de parede duodenal anterior, com peritonite difusa. Na cirurgia foi realizada a técnica de Graham que consiste em:

Alternativas

  1. A) Vagotomia troncocular com piloroplastia
  2. B) Ulcerorrafia com patch mucoso
  3. C) Vagotomia superseletiva com piloroplastia
  4. D) Ulcerorrafia com epiplonplastia
  5. E) Duodenectomia com rafia

Pérola Clínica

Úlcera duodenal perfurada + peritonite → Técnica de Graham = ulcerorrafia com epiplonplastia.

Resumo-Chave

A técnica de Graham é o procedimento cirúrgico padrão para úlceras duodenais perfuradas, especialmente em emergências. Consiste em uma ulcerorrafia (fechamento da perfuração com suturas) e epiplonplastia (reforço da linha de sutura com um retalho de omento), visando selar a perfuração e prevenir vazamentos.

Contexto Educacional

A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica grave, frequentemente associada a peritonite difusa, que exige intervenção imediata. A úlcera duodenal anterior é o local mais comum de perfuração. A importância clínica reside na alta morbimortalidade se não tratada prontamente, e o conhecimento da técnica cirúrgica adequada é vital para residentes de cirurgia. A fisiopatologia da perfuração envolve a erosão completa da parede do órgão pela úlcera, permitindo o extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, levando à peritonite química e bacteriana. O diagnóstico é clínico (dor abdominal súbita e intensa, abdome em tábua) e radiológico (pneumoperitônio). A técnica de Graham, ou omentopexia de Graham, é o procedimento padrão-ouro para o reparo da úlcera duodenal perfurada. Ela consiste em uma ulcerorrafia (fechamento da perfuração com suturas) seguida de uma epiplonplastia, onde um retalho de omento é suturado sobre a linha de fechamento para reforçá-la e promover a cicatrização. O tratamento cirúrgico visa selar a perfuração, lavar a cavidade peritoneal e iniciar antibioticoterapia. A técnica de Graham é preferida por sua simplicidade e eficácia em um cenário de emergência. Para residentes, é fundamental dominar essa técnica, que é um pilar no manejo do abdome agudo perfurativo, garantindo um desfecho favorável para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para a técnica de Graham?

A técnica de Graham é indicada para o tratamento de úlceras pépticas perfuradas, especialmente as duodenais, que resultam em peritonite. É um procedimento de emergência para selar a perfuração e controlar a contaminação da cavidade abdominal.

Como a técnica de Graham é realizada?

A técnica envolve o fechamento da perfuração com suturas simples e, em seguida, a colocação de um retalho de omento (epiplon) sobre a linha de sutura, fixando-o com pontos. Este retalho de omento atua como um 'patch' biológico, reforçando o fechamento e promovendo a cicatrização.

Quais são as vantagens da técnica de Graham em comparação com outras abordagens?

A principal vantagem da técnica de Graham é sua simplicidade, rapidez e eficácia em uma situação de emergência, especialmente em pacientes instáveis ou com peritonite difusa. Ela minimiza o tempo cirúrgico e a morbidade em um contexto agudo, sendo o procedimento de escolha para a maioria das úlceras perfuradas.

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